segunda-feira, 1 de outubro de 2018

As amarras do planejamento das aulas do estágio


Eis aqui um trecho da minha primeira reflexão sobre a prática pedagógica do estágio:

Uma das minhas maiores inquietações no processo do estágio é ter que planejar com antecedência. Como professora de Artes, eu tinha o planejamento, mas ele oscilava de acordo com o andamento da turma. Muitas vezes entrei na sala com um propósito, planejamento pronto, olhei para os alunos e mudei completamente o que havia planejado, pois percebia que estavam querendo outro tipo de atividade. Por mais que esteja deixando em aberto meu planejamento para editar depois, me sinto “amarrada” por ele, pois a medida que as aulas vão acontecendo, vou tendo ideias que acho que seriam legais para aquele momento.
Entendo que seja necessário eu organizar, definir meus objetivos para a semana, mas ter que fazer o planejamento nos mínimos detalhes, indicando quais atividades exatas que vou aplicar, me parecem que são atitudes que vão de encontro ao que estudamos no PEAD. A proposta de uma educação que se propõe partir dos interesses dos alunos, deve deixar uma margem maior para o planejamento do decorrer da semana. De acordo com Zen e Xavier (2011, p. 32), “'planejamento é processo constante através do qual a preparação, a realização e o acompanhamento se fundem, são indissociáveis'. Ao revisarmos uma ação realizada, estamos preparando uma nova ação num processo contínuo e initerrupto”.


Referência

ZEN, Maria Isabel H. Dalla; XAVIER, Maria Luisa M. (Orgs). Planejamento em destaque: análises menos convencionais. Porto Alegre: Mediação, 2011.


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