terça-feira, 11 de setembro de 2018

Primeira orientação para o estágio

Ontem, dia 10 de setembro, segunda-feira, tivemos nossa primeira orientação de estágio com a Professora Tânia Marques. Como não havia sala disponível na FACED, fizemos nosso encontro no ICS. A professora disponibilizou o horário das 16h às 20h, sendo que as alunas chegavam e saíam a qualquer tempo, dependendo de suas disponibilidades.

Regado a café, bolachas e pipocas, conversamos, trocamos ideias e recebemos as orientações!

As perguntas eram muitas, dúvidas quanto ao período de estágio, algumas ainda sem escolas... como fazer? como planejar?

Em linhas gerais, recebemos as seguintes orientações:

Devemos, no PB Works, escrever sobre nossa escola, nossa turma e ainda fazer o plano de estágio.

Semanalmente devemos fazer o planejamento e, ao final de cada semana, fazer uma reflexão sobre nossa prática.

Uma coisa que questionei foi a necessidade de fazermos o planejamento uma semana antes de aplicá-lo. Entendo que há a necessidade de tempo para que a professora e a tutora o leiam, porém, penso que, para fazer o planejamento semanal, preciso refletir sobre como aconteceu a semana que passou, ou seja, eu precisaria planejar no final de semana, para aplicá-lo na semana imediatamente posterior, pois deve ser uma continuidade do desenrolar do processo. Porém não daria tempo das professoras lerem.

Considero esse ponto um impasse. Impasse surgido devido as condições impostas pelo sistema universitário, pela correria do dia a dia, pelo nosso ritmo de vida. Estou ciente de que o planejamento será em linhas muito gerais, pois terei que adaptá-lo de acordo com o andamento das atividades.

Quero fazer algumas reflexões sobre o tempo. Para isso voltei ao texto de Oliveira et all (s/d) nos oferecido na Interdisciplina Representação do Mundo pelos Estudos Sociais. Este texto, com título de Questões sobre o tempo no espaço escolar, coloca a disparidade entre o "tempo escolar", dividido em anos letivos, trimestres, períodos, e o tempo de aprendizagem dos alunos. Ou mesmo o tempo do professore, o tempo de planejar, de refletir, de trocar com seus pares.
Ao lado disso, temos o texto de Jorge Larrosa Bondía, Notas sobre a experiência e o saber de experiência, que está sendo trabalhado nas interdisciplinas Educação à Distância e Ambientes de Aprendizagem e Cultura Digital e Mídias Móveis na Educação. Esse autor coloca a experiência como algo "que nos passa, que nos acontece, que nos toca". Entre outros fatores que não permitem que tenhamos experiências, é a falta de tempo. A loucura do dia a dia não nos permite parar para experienciar, para deixar-se tocar, afetar...

Agora, na situação de estagiária, me vejo sobre o impasse do "tempo". Diante da falta dele, não poderei planejar sobre a minha reflexão, pois o planejamento já estará pronto!!! Afora os milhões de outras coisas que tenho para fazer além do estágio (trabalho, doutorado, casa, família...) que também recai sobre o fator "tempo", pequenos impasses como este nos atrapalham e prejudicam o andamento dos projetos.

Este foi só um exemplo para pensarmos o quanto as pequenas coisas que acontecem no dia a dia nos causam empecilhos que temos que contornar e resolver...



Referências:

BONDÍA, Jorge Larosa. Notas sobre a experiência e o saber da experiência. Rev. Bras. Educ. [on line]. 2002, n. 19, p. 20-28.

OLIVEIRA, Cristiane Elvira de Assis et all. Questões sobre o tempo no espaço escolar. s/d. Disponível em: <http://www.ufjf.br/espacoeducacao/files/2009/11/cc07_1.pdf>. Acesso em 11 set. 2018.

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