sábado, 27 de maio de 2017

Novas interdisciplinas...

Esta semana iniciamos duas novas interdisciplinas: Organização do ensino fundamental  e Organização e gestão da Educação. Vamos tratar de conceitos como administração democrática, gestão democrática, e tantos outros tão necessários para que a escola forme sujeitos críticos.
As duas interdisciplinas estão intimamente interligadas por tratarem da questão da organização e gestão. Uma do ensino fundamental e outra focando mais a administração escolar. 
Será um semestre importante, pois se hoje estou no papel de professora, amanhã posso estar em outro papel dentro da escola, seja na supervisão, direção, etc., e nesse sentido as interdisciplinas me darão suporte para entender as teorias que permeiam esse assunto.
Outro suporte importante que estas interdisciplinas me trará, é o próprio saber do funcionamento das políticas públicas. Estamos tendo acesso a informações que nos fazem entender diversos pontos das políticas públicas, como financiamentos, objetivos, entre outros. Isso nos trás subsídios para exigir os direitos que temos. Sejam nossos, de nossos alunos ou da comunidade escolar.

sábado, 20 de maio de 2017

Análise das postagens do blog

Hoje concluímos a primeira fase das análises dos blog. Trabalho muito interessante, pois fazendo o quadro comparativo, temos uma visão geral das nossas postagens.

Postagens de 2015

Análise da Kênia
Análise da Leila
Descritivas
8
11
Questionadoras
2
2
Reflexivas
2
3
Outras
4
3
Cópias
4
1
Total de postagens
20
20

As categorias sugeridas para que fizéssemos as análises (Boff, 2016, e Alarcão, 1996), embora bastante claras, são suscetíveis de interpretação, o que gera essas pequenas diferenças ente a minha análise e a da colega.
Quanto a questão das cópias, a divergência é explicável pelo fato de que a colega que analisou meu blog não tinha como saber qual das postagens foi uma cópia das atividades da referida semana. A colega citou uma por eu ter declarado na própria postagem que se tratava de uma cópia.
Ao considerarmos a minha caminhada, temos como ponto positivo a regularidade das postagens. No primeiro semestre tive apenas 5 postagens, enquanto no segundo, 15 postagens. Não foi difícil estabelecer essa periodicidade, pois semanalmente postei (e ainda posto) o que mais me chamou atenção durante a semana.
Outro ponto que deve ser destacado é o fato de eu ter no primeiro semestre 1 postagem que julguei reflexiva (de acordo com minha colega foram 2) e no segundo semestre nenhuma (o que está de acordo com a análise da colega). Imagino que o esperado seja as postagens melhorarem sua qualidade com o avanço do curso. Parece não ter acontecido. Além disso, há um excesso de postagens descritivas (6 no primeiro semestre e 8 no segundo, de acordo com minha análise e 4 e 7 de acordo com a análise da colega).
Fundamentalmente, esse trabalho nos fez ter um olhar diferente sobre nossas postagens. Conseguir enxergar dados, como os citados acima, nos proporciona reflexões sobre nossas reflexões. E é nesse processo que vamos aumentando a complexidade de nosso pensar. Esse está sendo o principal aprendizado do PEAD nesse quinto semestre.

sábado, 13 de maio de 2017

Reflexões e Reclamações...

Há algumas semanas, no dia 21 de abril, postei algumas reflexões sobre algumas mudanças no PEAD. O termo que usei foi "encorpado", pois sinto neste semestre maior exigência de complexidade nas reflexões. E isso é um ganho extraordinário, como também coloquei na referida postagem.
Hoje vou ponderar alguns aspectos que estou achando negativos.
Sempre elogiei o PEAD por ter em cada semestre uma espécie de "fio condutor", que permeia por todas as interdisciplinas. E acho que esse foi um dos fatores que mais contribuíram para que pudéssemos chegar a esse grau de análises sobre os assuntos propostos.
Porém neste semestre estamos cursando apenas três interdisciplinas, sendo que as outras duas iniciarão somente quando terminarmos Psicologia da vida adulta. Da visão prática, é maravilhoso. Não acumulamos trabalhos, temos mais tempo para nos dedicar a cada uma delas.
Porém, por outro lado, penso estarmos ainda sem saber qual é esse fio condutor que nos fará relacionar todas as interdisciplinas. Penso que isso está sendo negativo.
Vem reforçar essa minha impressão, o fato de que a interdisciplina Seminário Integrador V alterou a tabela de acompanhamento das postagens do blog e separou por interdisciplina. Entendo que isso seja uma forma didática de controle, para saber se os alunos (e nós mesmas nos darmos conta) de que estamos contemplando todas as interdisciplinas em nossas postagens. Mas... isso não seria "engavetar" as interdisciplinas? Não estaríamos nos voltando a uma interdisciplina de cada vez? Confesso que me peguei fazendo isso. Tenho observado na tabela qual a interdisciplina que menos postei para contemplá-la. Por exemplo, na postagem da semana anterior, em que contei sobre nosso sábado letivo em que fizemos leituras de receitas com a EJA, usei fundamentações da Interdisciplina Psicologia da vida adulta, mas, relendo, nesse momento, percebo que poderia também ter "puxado" para a interdisciplina Projetos de Aprendizagem, pois também poderia dar origem a um projeto de aprendizagem. Como o propósito do blog é justamente fazer as interlocuções entre nossos aprendizados, me senti um pouco "amarrada".

Depois deste "desabafo", resta esperar a chegada das interdisciplinas Organização do Ensino Fundamental e Organização e Gestão da Educação e torcer para que o fio condutor esteja presente.

domingo, 7 de maio de 2017

EJA e o projeto "Uma escola leitora"

A Interdisciplina Psicologia da Vida Adulta tem me trazido importantes subsídios para minha prática. Como professora de Música da EJA de uma escola municipal de Porto Alegre, sinto falta de subsídios pedagógicos para esse segmento da educação. Já realizei uma postagem em que faço algumas reflexões sobre o pensamento formal e os alunos da EJA, mas hoje quero relacionar uma atividade prática realizada em minha escola com a aprendizagem amorosa, proposta por REAL (2011).

Sábado passado, dia 6 de maio, realizamos um sábado letivo na escola cujo tema era Uma escola leitora. Tradicionalmente a EJA não participa dos sábados letivos, pois sempre supões-se que, ou trabalham, ou não demonstram interesse por comparecerem em um sábado na escola.

Dentro da proposta da escola, grupos de professores deveriam criar uma sala temática para que os alunos realizassem leituras nesse sábado. Tivemos sala do terror, sala dos clássicos, sala dos gibis, dos super herois, da casa sonolenta, o chá da Alice no refeitório, e muitos outros.

O grupo de professores da EJA resolveu apostar em um sala específica para nossos alunos. Foi então que tive a ideia de realizarmos a leitura de "receitas". O grupo concordou e abraçamos a causa. Nas duas semanas anteriores trabalhei a produção de escrita de receitas com os alunos da séries finais, tendo finalizado em um livro. As professoras das séries iniciais também fizeram vários trabalhos sobre o assunto. As receitas não se restringiam a alimentos, mas incluímos a possibilidade de criarem receitas de temas como amizade, felicidade, amor, etc.

Para o sábado, nossa sala estava decorada como uma cozinha, com alguns comes e bebes.

Surpreendentemente, nossa sala foi um sucesso. Os alunos compareceram em número muito superior ao que esperávamos. Também mães de alunos vieram fazer parte do nosso grupo. Lemos diversas receitas, nos emocionamos, foi muito bom.

Nesse encontro tivemos oportunidade de nos aproximarmos mais de nossos alunos, conversar sobre suas vidas, saber seus desejos, suas ansiedade. E também colocamos as nossas... Foi um sábado feliz. Repleto de afetividade e de muita aprendizagem. Aceitação, trocas, participação, são conceitos que permearam esse momento.












Referências

REAL, Luciane Magalhães Corte; PICETTI, Jaqueline. Aprendizagem amorosa: transformações na convivência de aceitação do outro como legítimo outro. Educação e Cidadania. Porto Alegre: UNIRITER, 2011. Disponível em: http://seer.uniritter.edu.br/index.php/educacaoecidadania/article/view/528/312. Acesso em 06 mai. 2017.

sexta-feira, 28 de abril de 2017

Seminário Integrador V: Análises dos blogs

A proposta da interdisciplina Seminário Integrador V é que façamos uma análise do blog de alguma colega e do nosso próprio blog. Posteriormente deveremos elaborar uma síntese consolidada das análises, considerando nossa análise e a da colega. Essas análises deverão ser feitas a partir de Boff (2016) e Alarcão (1996).
A proposta tem como objetivo "aprofundar a reflexão sobre o próprio percurso de aprendizagem" (conforme orientações das professoras do S.I.).

Sem dúvida, uma metodologia interessante. Penso que conclusões muito ricas surgirão ao final desse semestre. Ainda não recebi da minha colega sua análise, portanto é cedo para qualquer conclusão. Porém, ao concluir a minha parte do trabalho, já é possível perceber sobre o amadurecimento que tive (e a colega também) no processo de aprendizagem no PEAD, refletido no blog.

Lembro que, no início do curso, havia muita resistência, muita dificuldade em postar, principalmente por ter a exigência de uma periodicidade semanal. Aos poucos fomos nos acostumando e percebemos que era (e ainda é) o lugar onde poderíamos sintetizar nossos aprendizados de cada semestre. E melhor ainda, onde podemos relacionar uma interdisciplina com a outra. E, a cada final de semestre, agradecemos ao blog por nos facilitar a execução da sínteses reflexivas a serem apresentadas nos workshops.

Essa atividade vai nos ajudar a aprofundar nossas reflexões melhorando a qualidade das postagens.
Estou curiosa para conhecer a análise da minha dupla, colega Leila Borges. Será que as nossas análises concordarão ou discordarão?

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Reflexões sobre o quinto semestre...

Hoje quero fazer algumas reflexões sobre as sensíveis mudanças no PEAD nesse quinto semestre que estamos cursando.
É um semestre que pode ser pensado como um "marco" no curso, afinal, passamos à segunda metade do curso. Mas me refiro a muito mais do que isso. Sinto uma substancial mudança no sentido de "exigências" em relação as tarefas. Até o quarto semestre, as tarefas puderam ser realizadas mais "superficialmente". Agora, me parece que as tarefas foram postas de maneira a exigir mais profundidade, mais reflexões de nossa parte.
A medida em que na maioria das tarefas são exigidas análises e sínteses, e sendo a maior parte delas em conjunto com outras colegas, nos obriga a ir a um outro nível de reflexões.  Está sendo possível fazer reflexões mais complexas, mais densas e com mais elementos. É como se o curso "tomasse mais corpo".
Obviamente essas mudanças fazem parte do processo do amadurecimento acadêmico, fato extremamente relevante para nosso futuro profissional e pessoal.

Uma tarefa que comprova nosso amadurecimento é a proposta da interdisciplina Seminário Integrador V, em que foi proposto a análise de nossos blogs e de uma colega. Essa análise nos permite ver os "progressos" que tivemos no decorrer do curso.

Chegar a essas conclusões está sendo muito gratificante, pois é sempre bom sentir que estamos atingindo nossos objetivos.

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Pensamento formal na Educação de Jovens e Adultos (EJA)

Um dos textos sugeridos pelas professoras da Interdisciplina Psicologia da vida adulta é Evolução intelectual da adolescências à vida adulta,  de Jean Piaget (1972).
Nele, o autor se debruça sobre a análise da nova lógica que surge nos adolescentes entre 14-15 anos para entender o que pode acontecer entre a adolescência e a plena vida adulta.

A principal novidade desse período é a capacidade para raciocinar em termos de hipóteses expressas verbalmente e não mais, meramente, em termos de objetos concretos e sua manipulação. Esse é um ponto crítico decisivo, porque pensar hipoteticamente e deduzir as consequências que as hipóteses necessariamente implicam ( independente da verdade intrínseca ou falsidade das premissas) são processos do pensamento formal. Consequentemente a criança pode atribuir um valor decisivo à forma lógica das deduções, o que não ocorria nos estádios anteriores (PIAGET, 1972, p. 3).
A aquisição do pensamento formal pelo adolescente, implica numa série de diferenças em relação às fases anteriores, como o colocar-se no lugar do outro, capacidade de pensamento combinatório, conceitos como reversalidade, entre outros.

Após estas definições, o autor pondera algumas variáveis que podem ocorrer nessa fase. Uma delas seria a velocidade do desenvolvimento, ou seja, essa fase apareceria em todos os indivíduos normais porém em idades diferentes, em alguns casos, após a idade padrão citada acima (14-15 anos).
Outra seria o fator social que envolveria os adolescentes, pois os de classes privilegiadas teriam mais acesso a oportunidades que permitissem o desenvolvimento do pensamento formal em idade mais tenra.

Diante de tais argumentos Piaget formula uma primeira hipótese: "(...) em princípio, todos os indivíduos normais são capazes de chegar ao nível das estruturas formais na condição do que o meio social e a experiência adquirida proporcione ao sujeito alimento cognitivo e estimulação intelectual necessários para cada construção" (PIAGET, 1972, p. 6).

 Numa segunda hipótese, o autor pondera as diferenças nos pensamentos das pessoas a medida em que tornam-se adultos, e pondera que "(...) somente indivíduos talentosos do ponto de vista da lógica, matemática e física conseguiriam construir tais estruturas formais, enquanto indivíduos talentosos do ponto de vista da literatura, artes e prática seriam incapazes de fazê-lo" (PIAGET, 1972, p. 6).

É porém a terceira hipótese levantada por Piaget que nos leva a uma reflexão interessante:

Porém, há possibilidade de uma terceira hipótese e, no presente estado de conhecimento, esta última interpretação parece ser a mais provável. Permite-nos, ela, reconciliar o conceito de estádios com a ideia de aptidões progressivamente diferenciadas. Em síntese, nossa terceira hipótese afirmaria que todos os sujeitos normais atingem o estádio das operações formais ou estruturação se não entre 11-12 a 14-15 anos, pelo menos entre 15-20 anos. Porém, eles atingem este estádio em diferentes áreas de acordo com suas aptidões e suas especializações profissionais (estudos avançados ou diferentes tipos de aprendizagem para as várias profissões). A maneira pela qual essas estruturas formais são usadas, porém, não é necessariamente a mesma em todos os casos (PIAGET, 1972, p. 7).
Essa é uma hipótese que explicaria até mesmo o tão cobiçado talento. Principalmente na área das artes esse conceito é relacionado como dom, como algo para poucos, numa visão romântica da arte. Mas, se o pensamento formal se desenvolve em todos os indivíduos, porém diferentemente em cada um, natural que cada pessoa o aplicará na sua área de maior interesse.

Mas transpondo para minha realidade atual, como professora da Educação de Jovens e Adultos (EJA), essa hipótese explica porque um aluno pedreiro, por exemplo, realiza cálculos mentais com extrema facilidade e, quando solicitado a realizar o cálculo escrito, se perde e não entende como fazê-lo.

Considero esse texto de suma importância para entender o funcionamento do aprendizado dos alunos da EJA. Vale a pena estudá-lo com mais afinco e realizar análises a partir de situações que ocorrem na minha escola.

Referências

PIAGET, Jean. Evolução intelectual da adolescências à vida adulta. 1972, Tradução Tania Marques e Fernando Becker. Disponível em:
file:///C:/Users/Kênia/Desktop/textos%20psicologia/Desenvolvimento%20intelectual%20da%20adolescência%20à%20vida%20adulta.pdf. Acesso em: 14 abr. 2017.