terça-feira, 4 de junho de 2019
Fio condutor do VII semestre... novas reflexões (para o IX semestre)
No dia 18 de junho de 2018 publiquei algumas reflexões sobre o fio condutor do VII semestre do PEAD.
Link para postagem:
https://keniaswerner.blogspot.com/2018/06/fio-condutor-do-vii-semestre.html
Por fio condutor entendo o assunto, a ideia, aquilo que faz percebermos a relação entre os conteúdos trabalhados nas diferentes interdisciplinas do semestre. Como escrevi na referida postagem, no PEAD sempre foi possível essas relações, pois conseguimos perceber os pontos que se completam em uma interdisciplina e outra.
Neste semestre, o nosso último, achei que seria diferente, pois a Interdisciplina de Arte e Educação foi-nos oferecida tardiamente, fora do eixo a qual deveria pertencer originalmente de acordo com o currículo do curso. Tive, no entanto, a grande sorte de estar cursando paralelamente a disciplina eletiva de Criatividade.
Em muitos pontos elas se completam pois, embora se viu que a criatividade não é algo específico das Artes, ela está presente quase que inteiramente nela.
Mais uma vez pude usar os textos de uma interdisciplina para realizar as atividades de outra. Para o trabalho final de Artes, foi-nos proposto fazer um projeto a partir de observações de atividades de nossos alunos. O projeto que estou idealizando é embasado num vídeo assistido nas aulas de Criatividade, com a professora Ilíada de Castro.
Em que pese o planejamento e o projeto, quero chamar atenção para a possibilidade de comunicação entre as duas interdisciplinas, possibilitando fazer relações entre diferentes conhecimentos.
quinta-feira, 30 de maio de 2019
Centro de interesse... novas reflexões
No dia 5 de maio de
2018 publiquei no blog uma pequena reflexão sobre os “Centros de
Interesse”. Na época estávamos cursando a Interdisciplina
Didática, planejamento eavaliação.
Nesta interdisciplina conhecemos várias formas de trabalhar com
nossos alunos. Todas elas, em que pese suas especificidades, giravam em
torno do interesse do aluno e do trabalho interdisciplinar.
Link
para postagem:
Neste
semestre estamos cursando a interdisciplina de Arte e
educação. Temos a proposta de
elaborar uma atividade de Artes para nossos alunos e para nos
contextualizar, foi-nos sugerida a leitura do texto “O trabalho com
Projetos”, um capítulo do livro “Pratica docente” de Maria
Alice Proença. Muito mais que um guia para nos ajudar a realizar a
tividade da interdisciplina, me pareceu retomar grande parte de
nossos aprendizados no PEAD. No texto a autora nos traz as
contribuições de Piaget, Wallon, Dewey, Kilpatrick, Malaguzzi,
Stenhouse, entre outros para a proposta de trabalho com projetos.
Poder reunir estes pensadores em volta de uma ideia, no mesmo texto,
foi muito enriquecedor, pois me pareceu de certa forma “ordenar”
meus conhecimentos. E mais, me pareceu retomar a linha mestra do
nosso curso que é a percepção e reflexão sobre as relações
entre os conhecimentos, sejam eles adquiridos fora ou dentro do
curso.
Palavras
como CURIOSIDADE, PESQUISA, LABORATÓRIO, RELAÇÕES PESSOAIS,
AUTONOMIA, ENVOLVIMENTO NO PROCESSO, PARCERIAS, permeiam as reflexões
da autora fazendo-nos querer trabalhar da forma com ela propõe.
Este
ano não estou trabalhando em sala de aula regular, pois estou em um projeto de música da escola em que ensino teclado para adultos.
Mesmo assim, fiquei ponderando infinitas possibilidades de trabalhar
diferente do “tradicional” no ensino do instrumento. Me aproximar
mais dos interesses dos alunos, promover sua autonomia, incentivar a
criação, estão entre as propostas que pretendo levar para nossas
aulas.
Enfim,
talvez a professora de Artes nem saiba que, ficando a interdisciplina
“para trás”, pois não foi ministrada no semestre a que estava
programada, acabou por fazer uma espécie de fechamento do principal
eixo do curso.
Referência:
PROENÇA,
Maria Alice. Prática
docente: a
abordagem de Reggio Emilia e o trabalho com projetos, portfólios e
redes formativas. São Paulo: Panda Books, 2019.
quinta-feira, 9 de maio de 2019
Inovações pedagógicas... novas reflexões
No dia 21 de abril de 2018 fiz uma postagem que considero uma das mais interessantes de todo o portfólio: transcrevi uma notícia do Jornal Correio do Povo de 1958 que descrevia o que era necessário para alguém ser professor primário. Na época, tratava-se de um concurso para professor, hoje, trata-se de um testemunho da história da educação.
Link para postagem:
https://keniaswerner.blogspot.com/2018/04/o-jornal-correio-do-povo-de-12-de-maio.html
Em seguida a descrição da notícia, fiz uma reflexão embasada no texto Inovações pedagógicas e a reconfiguração dos saberes no ensinar e no aprender na universidade, de Maria Isabel da Cunha (2004), estudado na Interdisciplina Educação e tecnologias da comunicação e informação.
Neste texto, a autora traz os seguintes questionamentos:
Link para postagem:
https://keniaswerner.blogspot.com/2018/04/o-jornal-correio-do-povo-de-12-de-maio.html
Em seguida a descrição da notícia, fiz uma reflexão embasada no texto Inovações pedagógicas e a reconfiguração dos saberes no ensinar e no aprender na universidade, de Maria Isabel da Cunha (2004), estudado na Interdisciplina Educação e tecnologias da comunicação e informação.
Neste texto, a autora traz os seguintes questionamentos:
Em que medida consigo atender as expectativas de meus alunos?
Como compatibilizá-las com as exigências institucionais?
Como motivar meus alunos para as aprendizagens que extrapolam o utilitarismo pragmático que está em seus imaginários?
Como trabalhar com turmas heterogenias e respeitar as diferenças?
Que alternativas há para compatibilizar as novas tecnologias com a reflexão ética?
De que maneira alio ensino e pesquisa?
Que competências preciso ter para interpretar os fatos cotidianos e articulá-los com meu conteúdo?
Como enfrento o desafio da interdisciplinaridade?
Continuo preocupado com o cumprimento do programa de ensino mesmo que os alunos não demonstrem interesse/prontidão para o mesmo?
Como, em contrapartida, garanto conhecimentos que lhes permitam percorrer a trajetória prevista pelo currículo?
Tem sentido colocar energias em novas alternativas de ensinar e aprender?
Como fugir de avaliações prescritivas e classificatórias e, ao mesmo tempo, manter o rigor no meu trabalho?
Como posso contribuir para propostas curriculares inovadoras?
Estes questionamentos vem a calhar para minha atual prática. Pela primeira vez, estou atuando como professora de teclado em uma escola do município de Porto Alegre. São aulas em grupos de oito pessoas. Isso tudo é uma novidade para mim, pois, além de ter atuado pouco como professora de teclado (minha formação é em piano) nunca havia trabalhado com grupos, somente com aulas individuais.
Embora eu esteja adorando o que estou fazendo, está sendo um desafio. Diariamente me faço as perguntas propostas por Cunha no texto citado acima. É algo completamente novo, me obrigou a rever, a revisitar, a repensar muitos conceitos da educação musical e da educação como um todo. Aos poucos vou conhecendo os alunos, sabendo de seus interesses, selecionando partituras, ensinando teorias, técnicas... um mundo muito diferente da sala de aula regular.
Essa atividade me desestruturou me obrigando a reconstruir minha forma de ensinar de um outro jeito. Tive que ter um outro olhar sobre minha prática para poder abarcar o grupo de alunos.
Mas o fato é que estou encantada! Nunca minhas aulas foram tão musicais como agora. Estou muito feliz!
Embora eu esteja adorando o que estou fazendo, está sendo um desafio. Diariamente me faço as perguntas propostas por Cunha no texto citado acima. É algo completamente novo, me obrigou a rever, a revisitar, a repensar muitos conceitos da educação musical e da educação como um todo. Aos poucos vou conhecendo os alunos, sabendo de seus interesses, selecionando partituras, ensinando teorias, técnicas... um mundo muito diferente da sala de aula regular.
Essa atividade me desestruturou me obrigando a reconstruir minha forma de ensinar de um outro jeito. Tive que ter um outro olhar sobre minha prática para poder abarcar o grupo de alunos.
Mas o fato é que estou encantada! Nunca minhas aulas foram tão musicais como agora. Estou muito feliz!
segunda-feira, 6 de maio de 2019
Cultura digital... novas reflexões
No dia 29 de março de 2018, publiquei algumas reflexões sobre cultura digital a partir de um texto lido na Interdisciplina Educação e Tecnologias da Comunicação e da Informação.
Link para postagem:
https://keniaswerner.blogspot.com/2018/03/os-professores-da-interdisciplina.html
Na ocasião refleti prioritariamente sobre as condições materiais necessárias para o uso da tecnologia nas escolas e o quanto elas são precárias, principalmente nas escolas públicas. Trago aqui o mesmo trecho que citei na outra publicação:
Link para postagem:
https://keniaswerner.blogspot.com/2018/03/os-professores-da-interdisciplina.html
Na ocasião refleti prioritariamente sobre as condições materiais necessárias para o uso da tecnologia nas escolas e o quanto elas são precárias, principalmente nas escolas públicas. Trago aqui o mesmo trecho que citei na outra publicação:
Num pais de escala continental como o Brasil, as políticas e ações para a inclusão digital têm centrado seus esforços primordialmente em possibilitar o acesso a alguns recursos digitais, principalmente à internet. Porém, a reflexão sobre a via de exclusão que tem surgido em relação à cultura digital não pode ficar limitada às questões econômicas, à questão do acesso material aos aparatos tecnológicos que possibilitam o acesso ao mundo digital. É preciso levar em consideração a análise dos novos regimes cognitivos que se produzem em interação com as tecnologias digitais, principalmente nos espaços escolares, à medida que esses espaços passam a exercer papel primordial nas políticas públicas de inclusão digital. Nesse sentido, o problema de se fazer parte de uma cultura digital que entra na pauta das atribuições da escola traz à tona um duplo processo: técnico e simbólico; isto é, a discussão que envolve as tecnologias digitais exige que se leve em consideração tanto os aspectos técnicos quanto culturais. (LOPES; SCHLEMMER, 2012, p. 158).
Hoje gostaria de fazer uma relação entre a cultura digital e o ensino a distância. Como o trecho acima se refere também a aspectos culturais, é interessante pensar como o acesso a tecnologia ampliou o campo do ensino a distância. Lembro do tempo que ensino a distância era feito através de apostilas enviadas pelo correio, sem uma interação entre professores e alunos. A tecnologia nos trouxe outras possibilidades, um acesso infinitamente maior aos conhecimentos, uma possibilidade de trocas entre pessoas de diferentes lugares do mundo. É neste sentido que me refiro a uma mudança cultural. Antes a educação a distância era vista como uma educação deficitária, de menor valor. Hoje é possível a mesma qualidade de ensino a distância do que no presencial. Tudo isso graças a tecnologia. Neste sentido, houve uma mudança cultural na educação.
segunda-feira, 29 de abril de 2019
Método clínico... novas reflexões
No dia 25 de novembro de 2017 postei algumas reflexões sobre o Método Clínico. Na ocasião estávamos cursando a Interdisciplina Desenvolvimento e Aprendizagem sob o enfoque da Psicologia II e tínhamos como tarefa aplicar esse método e apresentá-lo às colegas. Foi uma aula muito rica, pois, ao mesmo tempo que foi divertidíssima, pudemos observar nossos erro e acertos.
Link para a postagem:
https://keniaswerner.blogspot.com/2017/11/metodo-clinico_25.html
Esta semana li um artigo muito interessante que trata da aplicação do método clínico na Educação Musical. O artigo é de Paula Pecker, uma educadora musical que trabalha como música na Educação Infantil, inclusive com bebês e suas famílias.
Para essa autora
Atualmente estou lecionando a disciplina de Teclado em uma escola municipal que possui um centro musical. Mesmo meus alunos sendo adultos, o método clínico é passível de ser aplicado, uma vez que os conhecimentos musicais são construídos passo a passo em qualquer idade.
Link do texto completo:
https://www12.senado.leg.br/institucional/programas/primeira-infancia/artigos/artigos-ano-2015/a-musica-e-os-bebes-uma-proposta-pedagogica-baseada-no-metodo-clinico-de-piaget-paula-cavagni-pecker-ano-2015
Link para a postagem:
https://keniaswerner.blogspot.com/2017/11/metodo-clinico_25.html
Esta semana li um artigo muito interessante que trata da aplicação do método clínico na Educação Musical. O artigo é de Paula Pecker, uma educadora musical que trabalha como música na Educação Infantil, inclusive com bebês e suas famílias.
Para essa autora
trata-se, fundamentalmente, de compreender a gênese da construção precoce de objetos de qualquer âmbito, inclusive musical, como ferramenta norteadora de uma prática essencialmente construtivista, que requer do professor agir e deixar os bebês agirem de forma espontânea em sala de aula e estar, todo o tempo, muito atento ao que acontece (PECKER, s/d, p. 2).É muito interessante pensar o método clínico em outras áreas do conhecimento. Em certa ocasião fiz uma disciplina como aluna ouvinte no Programa de Pós-Graduação em Educação da UFRGS e tive oportunidade de ouvir o relato de uma professora que aplicou o método clínico em um menino para analisar seu desenvolvimento musical. A experiência girou em torno de sinos de diferentes tamanhos em que a criança tinha que definir os sons graves e agudos de acordo com o tamanho do sino. Foi muito interessante e percebi que são muitos os caminhos que podemos percorrer com tal metodologia.
Atualmente estou lecionando a disciplina de Teclado em uma escola municipal que possui um centro musical. Mesmo meus alunos sendo adultos, o método clínico é passível de ser aplicado, uma vez que os conhecimentos musicais são construídos passo a passo em qualquer idade.
Link do texto completo:
https://www12.senado.leg.br/institucional/programas/primeira-infancia/artigos/artigos-ano-2015/a-musica-e-os-bebes-uma-proposta-pedagogica-baseada-no-metodo-clinico-de-piaget-paula-cavagni-pecker-ano-2015
terça-feira, 23 de abril de 2019
Um dia de índio... no melhor dos sentidos... novas relfexões
No dia 23 de setembro de 2017, em função de estarmos cursando a Interdisciplina Questões Étnico-Raciais na Educação: Sociologia e História, relatei um passeio que fiz com meus alunos em uma aldeia Guarani no ano de 2014.
Link para postagem:
https://keniaswerner.blogspot.com/2017/09/para-interdisciplina-questoes-etnico.html
Foi uma experiência maravilhosa com muitas aprendizagens.
Lembre desta postagem porque conheci um e book chamado "Repensando os estereótipos: Dia do Índio". Nele encontramos várias sugestões para trabalharmos o Dia do Índio de uma forma crítica, aprofundada, inteligente.
Alguns exemplos:
A PRÁTICA DO MOTIRÕ
Respeitando as diversidades regionais, sugerimos trabalhar a prática do Motirõ que, na língua Tupi Guarani, significa a “reunião de pessoas que ajudam uns aos outros na colheita e/ou construção de algo para a tribo”. Essa prática é aplicada em grande parte das tribos brasileiras e tem muito a nos ensinar sobre cooperação, a competência que permeará todo esse projeto.
HONRANDO AS NOSSAS BASES
Culinária indígena (Educação Infantil) Organize uma atividade de culinária com as comidas típicas indígenas na qual todos os alunos irão cooperar, por exemplo: lavando os alimentos, colocando-os em recipientes, organizando o ambiente etc. Deverá ser mostrado aos alunos que a nossa história teve contribuições dos povos indígenas e que hoje temos muitos hábitos e costumes que aprendemos com eles.
OS JOGOS INDÍGENAS
Os alunos deverão pesquisar sobre os principais jogos coletivos indígenas, suas origens e regras. Em seguida, deverão praticá-los nas aulas de movimento e Educação Física. A proposta é fazer com que reflitam sobre a importância de colaborar com o grupo na prática dos jogos e brincadeiras. Alguns desses jogos são: Akô (duas equipes correm em círculos, revezando em quatro atletas, usando uma varinha de bambu, espécie de bastão que vai passando de mão em mão), Katukaywa (espécie de futebol jogado com o joelho), Xikunahity (esporte também conhecido como futebol de cabeça. Em lugar do chute, a bola é empurrada com a cabeça dos participantes), entre outros que poderão ser pesquisados e propostos para as turmas.
TANTAS PALAVRAS: DESCOBRINDO A HISTÓRIA
Em grupos, os alunos pesquisarão palavras indígenas que utilizamos em nosso cotidiano, suas origens e seus significados. A ideia é fazer com que, por meio dessa pesquisa, eles possam conhecer um pouco mais da história da cultura indígena e sua influência na nossa cultura.
CESTOS E TRANÇADOS
Muitas tribos indígenas ainda trabalham com a técnica da tecelagem de cestos e trançados. Baseado nisso, proponha aos alunos a confecção de uma cesta que, além de bonita, servirá para trabalhar suas habilidades motoras e estimular a reciclagem de papel. Eles terão que colocar a mão na massa, ou melhor, nas fibras ou nos canudos feitos com folhas de revistas velhas ou jornais. A técnica é bem simples e poderá ser encontrada passo a passo na internet. Ao término, os alunos poderão ser incentivados a presentear um de seus familiares ou, ainda, a cesta poderá servir para acomodar deliciosas frutas que serão partilhadas com os amigos.
LENDAS INSPIRADORAS
Esta atividade poderá ser aplicada para todos os segmentos, adaptando a linguagem à faixa etária. Muitas tribos indígenas ainda não possuem registros escritos de suas lendas e mitos, que difundem a cultura desse povo ao longo dos anos. Como são contadas de geração em geração, certamente essas histórias se transformaram com o tempo. Lembra da brincadeira do telefone sem fio? Então, é algo parecido: sempre há quem mude um pouquinho a história, que termina bem diferente da original. Ainda assim, a partir dessas lendas podemos imaginar como viviam os índios há cerca de 4 mil anos.
São formas inteligentes e inspiradoras de tratar de um tema tão importante para nossa sociedade.
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https://keniaswerner.blogspot.com/2017/09/para-interdisciplina-questoes-etnico.html
Foi uma experiência maravilhosa com muitas aprendizagens.
Lembre desta postagem porque conheci um e book chamado "Repensando os estereótipos: Dia do Índio". Nele encontramos várias sugestões para trabalharmos o Dia do Índio de uma forma crítica, aprofundada, inteligente.
Alguns exemplos:
A PRÁTICA DO MOTIRÕ
Respeitando as diversidades regionais, sugerimos trabalhar a prática do Motirõ que, na língua Tupi Guarani, significa a “reunião de pessoas que ajudam uns aos outros na colheita e/ou construção de algo para a tribo”. Essa prática é aplicada em grande parte das tribos brasileiras e tem muito a nos ensinar sobre cooperação, a competência que permeará todo esse projeto.
HONRANDO AS NOSSAS BASES
Culinária indígena (Educação Infantil) Organize uma atividade de culinária com as comidas típicas indígenas na qual todos os alunos irão cooperar, por exemplo: lavando os alimentos, colocando-os em recipientes, organizando o ambiente etc. Deverá ser mostrado aos alunos que a nossa história teve contribuições dos povos indígenas e que hoje temos muitos hábitos e costumes que aprendemos com eles.
OS JOGOS INDÍGENAS
Os alunos deverão pesquisar sobre os principais jogos coletivos indígenas, suas origens e regras. Em seguida, deverão praticá-los nas aulas de movimento e Educação Física. A proposta é fazer com que reflitam sobre a importância de colaborar com o grupo na prática dos jogos e brincadeiras. Alguns desses jogos são: Akô (duas equipes correm em círculos, revezando em quatro atletas, usando uma varinha de bambu, espécie de bastão que vai passando de mão em mão), Katukaywa (espécie de futebol jogado com o joelho), Xikunahity (esporte também conhecido como futebol de cabeça. Em lugar do chute, a bola é empurrada com a cabeça dos participantes), entre outros que poderão ser pesquisados e propostos para as turmas.
TANTAS PALAVRAS: DESCOBRINDO A HISTÓRIA
Em grupos, os alunos pesquisarão palavras indígenas que utilizamos em nosso cotidiano, suas origens e seus significados. A ideia é fazer com que, por meio dessa pesquisa, eles possam conhecer um pouco mais da história da cultura indígena e sua influência na nossa cultura.
CESTOS E TRANÇADOS
Muitas tribos indígenas ainda trabalham com a técnica da tecelagem de cestos e trançados. Baseado nisso, proponha aos alunos a confecção de uma cesta que, além de bonita, servirá para trabalhar suas habilidades motoras e estimular a reciclagem de papel. Eles terão que colocar a mão na massa, ou melhor, nas fibras ou nos canudos feitos com folhas de revistas velhas ou jornais. A técnica é bem simples e poderá ser encontrada passo a passo na internet. Ao término, os alunos poderão ser incentivados a presentear um de seus familiares ou, ainda, a cesta poderá servir para acomodar deliciosas frutas que serão partilhadas com os amigos.
LENDAS INSPIRADORAS
Esta atividade poderá ser aplicada para todos os segmentos, adaptando a linguagem à faixa etária. Muitas tribos indígenas ainda não possuem registros escritos de suas lendas e mitos, que difundem a cultura desse povo ao longo dos anos. Como são contadas de geração em geração, certamente essas histórias se transformaram com o tempo. Lembra da brincadeira do telefone sem fio? Então, é algo parecido: sempre há quem mude um pouquinho a história, que termina bem diferente da original. Ainda assim, a partir dessas lendas podemos imaginar como viviam os índios há cerca de 4 mil anos.
São formas inteligentes e inspiradoras de tratar de um tema tão importante para nossa sociedade.
quarta-feira, 3 de abril de 2019
Análise das postagens do blog - novas reflexões
No dia 20 de maio de 2017 postei algumas reflexões sobre o trabalho de análise das postagens dos blogs. O trabalho consistia em analisar as postagens do nosso próprio blog e de uma colega, sendo que a colega também realizava a mesma tarefa para depois compararmos. As análises foram feitas de acordo com Boff (2016) e Alarcão (1996).
A tarefa da Interdisciplina Seminário Integrador VIII foi refazermos as postagens dos dois primeiros anos de PEAD e agora, no Seminário Integrador IX, devemos fazer o mesmo com as postagens dos anos de 2017 e 2018. Não serão usadas categorias de análise, devemos fazer novas reflexões sobre aquelas postagens que achamos que o assunto abordado poderia ser mais explorado.
Me chamou atenção que, para realizar esta tarefa no semestre passado, ao reler as postagens dos anos de 2015 e 2016, não encontrei dificuldade em refazer várias delas, pois originalmente eram bastante sucintas e vários assuntos puderam ser abordados de forma mais interessante.
O que notei agora, ao reler as postagens de 2017 e 2018, é que as postagens estão bem mais elaboradas e as novas reflexões estão me exigindo um grau ainda maior de complexidade. Isso evidencia o quanto amadurecemos no decorrer do curso e que nossa caminhada acadêmica está valendo a pena. Fiquei feliz!
Para acessar a postagem original:
https://keniaswerner.blogspot.com/2017/05/blog-post.html - 20 de maio de 2017.
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