quinta-feira, 15 de junho de 2017

Projeto Político Pedagógico



Como afirmei na postagem anterior, farei algumas reflexões sobre o vídeo em que Ilma Passos Alencastro Veiga, Pós Doutora em Educação, fala sobre a construção do PPP, o Projeto Político Pedagógico das escolas.
Essa autora coloca quatro objetivos do PPP:
- Gerar a identidade da escola. É onde a escola mostra sua cara, com suas peculiaridades, especificidades próprias de cada uma. Por esse motivo o PPP é um documento único, que pode ter algumas orientações gerais, mas cada escola vai construir o seu, colocando detalhadamente as situações próprias da sua comunidade.
- Inovação. O PPP precisa orientar a escola para gerar um novo tipo de ensino. O aluno como produtor do conhecimento, não como receptor.
- Papel politizador. O PPP deve desvelar os conflitos e contradições que permeiam a realidade da escola.
- Papel avaliativo. A escola precisa desenvolver a capacidade de se auto avaliar. Quem avalia as escolas de fora só consideram o produto, sem levar em conta as dificuldades do processo.

Trago esse assunto para minhas reflexões por minha escola estar em processo de construção do PPP. Estamos sentindo o quanto é difícil essa construção de maneira democrática. Quanto as dificuldades do dia a dia, como falta de tempo, dificuldade em nos encontrarmos, em delegar os temas... é difícil.
Percebo o quanto é preciso força de vontade, união, envolvimento, comprometimento para iniciar esse processo trabalhoso de construção do PPP.

Sendo assim, abordar esse tema neste semestre do PEAD está sendo de suma importância para minha participação nesse processo. Pretendo levar o material disponibilizado pela interdisciplina Organização e Gestão da Educação, que é bastante rico, para meus colegas. Poderá ser um impulso para começarmos. 

sábado, 10 de junho de 2017

Sentimento de pertencimento...

Na Interdisciplina Organização do Ensino Fundamental assistimos um vídeo da Profª. Dra. Ilma Passos Alencastro Veiga. O assunto foi a construção e importância do Projeto Político Pedagógico das escolas. Foram muitas as informações e todas elas de suma importância. Pretendo abordar alguns itens na próxima semana, pois hoje gostaria de escrever sobre um item comentado pela Professora Ilma: o sentimento de pertencimento.
Quando ouvi essa expressão fiz uma reflexão sobre as relações escolares em todos os seus segmentos, seja entre professores, entre alunos, entre pais, entre funcionários. Como é importante nos sentirmos acolhidos no lugar que passamos grande parte de nossas vidas. Eu, que trabalho 60 horas na mesma escola, passo mais tempo lá do que em minha casa. Um boa razão para eu precisar me sentir acolhida pelos colegas, pela direção, pelos alunos, por todos.
Ao lado disso também refleti sobre o quanto estamos fazendo esse acolhimento para os demais segmentos da nossa comunidade escolar. A começar pelos alunos. Se conseguirmos despertar esse sentimento neles, obteremos maior sucesso no seu rendimento escolar, pois se sentirão mais felizes, estarão bem com eles mesmo. Os benefícios são imensos. Para todos. O pertencimento é a base para que sintam-se cidadãos, ativos, importantes, uma peça indispensável para o todo.
E assim segue para os pais, para os professores, e outros, que precisam desse carinho, dessa sensação de ser uma peça importante para a construção de um mundo melhor.



sábado, 3 de junho de 2017

Administração

Esta semana, na Interdisciplina Organização e gestão da educação, lemos um texto sobre administração escolar (Oliveira, Morais e Dourado (s/d)). O texto apresenta duas linhas teóricas de pensamento: uma que acredita que a administração escolar deve ser feita nos mesmos moldes da administração de uma empresa, e outra que acredita que a administração escolar deve seguir uma linha mais humana, uma vez que lida com formação de cidadãos críticos e não com fabricação de objetos. Além disso a escola, ao contrário da empresa, não objetiva constituir lucro.
O texto me fez lembrar de certa vez que participei de uma disciplina na UFRGS, Faculdade de Educação, como aluna especial (PEC) sobre educação musical. Por essa ocasião conheci o trabalho de um colega de tratava da administração de uma orquestra. Ele relacionava a administração da orquestra com a administração de uma empresa. Na época achei bastante estranho aquela comparação, mas agora, lendo o referido texto, me veio a lembrança deste colega.
Não tenho certeza, mas pelo que lembro, o colega era partidário da ideia de que a orquestra pode ser administrada como uma empresa.
Uma orquestra é formada por pessoas. Essas pessoas executam música. Para executar bem uma música em grupo, o grupo tem que estar afinado. Afinado não só no sentido dos instrumentos, mas precisam estar em sintonia uma com as outras. O maestro é o responsável não só por conduzir a música, mas também precisa ter sensibilidade suficiente para manter o grupo unido, em paz e consequentemente, os músicos ficarem felizes. Assim a música é executada com mais qualidade.
Neste sentido, acredito que a administração de uma orquestra, assim como de uma escola, tem suas especificidades e exige padrões diferentes da administração de uma empresa nos moldes capitalistas.

Referências:

OLIVEIRA J. F.; MORAIS, K. N.; DOURADO, L. F. Organização da Educação Escolar no Brasil na Perspectiva da Gestão Democrática. Disponível em:  https://moodle.ufrgs.br/mod/resource/view.php?id=1224468. Acesso em: 3 jun. 2017.


sábado, 27 de maio de 2017

Novas interdisciplinas...

Esta semana iniciamos duas novas interdisciplinas: Organização do ensino fundamental  e Organização e gestão da Educação. Vamos tratar de conceitos como administração democrática, gestão democrática, e tantos outros tão necessários para que a escola forme sujeitos críticos.
As duas interdisciplinas estão intimamente interligadas por tratarem da questão da organização e gestão. Uma do ensino fundamental e outra focando mais a administração escolar. 
Será um semestre importante, pois se hoje estou no papel de professora, amanhã posso estar em outro papel dentro da escola, seja na supervisão, direção, etc., e nesse sentido as interdisciplinas me darão suporte para entender as teorias que permeiam esse assunto.
Outro suporte importante que estas interdisciplinas me trará, é o próprio saber do funcionamento das políticas públicas. Estamos tendo acesso a informações que nos fazem entender diversos pontos das políticas públicas, como financiamentos, objetivos, entre outros. Isso nos trás subsídios para exigir os direitos que temos. Sejam nossos, de nossos alunos ou da comunidade escolar.

sábado, 20 de maio de 2017

Análise das postagens do blog

Hoje concluímos a primeira fase das análises dos blog. Trabalho muito interessante, pois fazendo o quadro comparativo, temos uma visão geral das nossas postagens.

Postagens de 2015

Análise da Kênia
Análise da Leila
Descritivas
8
11
Questionadoras
2
2
Reflexivas
2
3
Outras
4
3
Cópias
4
1
Total de postagens
20
20

As categorias sugeridas para que fizéssemos as análises (Boff, 2016, e Alarcão, 1996), embora bastante claras, são suscetíveis de interpretação, o que gera essas pequenas diferenças ente a minha análise e a da colega.
Quanto a questão das cópias, a divergência é explicável pelo fato de que a colega que analisou meu blog não tinha como saber qual das postagens foi uma cópia das atividades da referida semana. A colega citou uma por eu ter declarado na própria postagem que se tratava de uma cópia.
Ao considerarmos a minha caminhada, temos como ponto positivo a regularidade das postagens. No primeiro semestre tive apenas 5 postagens, enquanto no segundo, 15 postagens. Não foi difícil estabelecer essa periodicidade, pois semanalmente postei (e ainda posto) o que mais me chamou atenção durante a semana.
Outro ponto que deve ser destacado é o fato de eu ter no primeiro semestre 1 postagem que julguei reflexiva (de acordo com minha colega foram 2) e no segundo semestre nenhuma (o que está de acordo com a análise da colega). Imagino que o esperado seja as postagens melhorarem sua qualidade com o avanço do curso. Parece não ter acontecido. Além disso, há um excesso de postagens descritivas (6 no primeiro semestre e 8 no segundo, de acordo com minha análise e 4 e 7 de acordo com a análise da colega).
Fundamentalmente, esse trabalho nos fez ter um olhar diferente sobre nossas postagens. Conseguir enxergar dados, como os citados acima, nos proporciona reflexões sobre nossas reflexões. E é nesse processo que vamos aumentando a complexidade de nosso pensar. Esse está sendo o principal aprendizado do PEAD nesse quinto semestre.

sábado, 13 de maio de 2017

Reflexões e Reclamações...

Há algumas semanas, no dia 21 de abril, postei algumas reflexões sobre algumas mudanças no PEAD. O termo que usei foi "encorpado", pois sinto neste semestre maior exigência de complexidade nas reflexões. E isso é um ganho extraordinário, como também coloquei na referida postagem.
Hoje vou ponderar alguns aspectos que estou achando negativos.
Sempre elogiei o PEAD por ter em cada semestre uma espécie de "fio condutor", que permeia por todas as interdisciplinas. E acho que esse foi um dos fatores que mais contribuíram para que pudéssemos chegar a esse grau de análises sobre os assuntos propostos.
Porém neste semestre estamos cursando apenas três interdisciplinas, sendo que as outras duas iniciarão somente quando terminarmos Psicologia da vida adulta. Da visão prática, é maravilhoso. Não acumulamos trabalhos, temos mais tempo para nos dedicar a cada uma delas.
Porém, por outro lado, penso estarmos ainda sem saber qual é esse fio condutor que nos fará relacionar todas as interdisciplinas. Penso que isso está sendo negativo.
Vem reforçar essa minha impressão, o fato de que a interdisciplina Seminário Integrador V alterou a tabela de acompanhamento das postagens do blog e separou por interdisciplina. Entendo que isso seja uma forma didática de controle, para saber se os alunos (e nós mesmas nos darmos conta) de que estamos contemplando todas as interdisciplinas em nossas postagens. Mas... isso não seria "engavetar" as interdisciplinas? Não estaríamos nos voltando a uma interdisciplina de cada vez? Confesso que me peguei fazendo isso. Tenho observado na tabela qual a interdisciplina que menos postei para contemplá-la. Por exemplo, na postagem da semana anterior, em que contei sobre nosso sábado letivo em que fizemos leituras de receitas com a EJA, usei fundamentações da Interdisciplina Psicologia da vida adulta, mas, relendo, nesse momento, percebo que poderia também ter "puxado" para a interdisciplina Projetos de Aprendizagem, pois também poderia dar origem a um projeto de aprendizagem. Como o propósito do blog é justamente fazer as interlocuções entre nossos aprendizados, me senti um pouco "amarrada".

Depois deste "desabafo", resta esperar a chegada das interdisciplinas Organização do Ensino Fundamental e Organização e Gestão da Educação e torcer para que o fio condutor esteja presente.

domingo, 7 de maio de 2017

EJA e o projeto "Uma escola leitora"

A Interdisciplina Psicologia da Vida Adulta tem me trazido importantes subsídios para minha prática. Como professora de Música da EJA de uma escola municipal de Porto Alegre, sinto falta de subsídios pedagógicos para esse segmento da educação. Já realizei uma postagem em que faço algumas reflexões sobre o pensamento formal e os alunos da EJA, mas hoje quero relacionar uma atividade prática realizada em minha escola com a aprendizagem amorosa, proposta por REAL (2011).

Sábado passado, dia 6 de maio, realizamos um sábado letivo na escola cujo tema era Uma escola leitora. Tradicionalmente a EJA não participa dos sábados letivos, pois sempre supões-se que, ou trabalham, ou não demonstram interesse por comparecerem em um sábado na escola.

Dentro da proposta da escola, grupos de professores deveriam criar uma sala temática para que os alunos realizassem leituras nesse sábado. Tivemos sala do terror, sala dos clássicos, sala dos gibis, dos super herois, da casa sonolenta, o chá da Alice no refeitório, e muitos outros.

O grupo de professores da EJA resolveu apostar em um sala específica para nossos alunos. Foi então que tive a ideia de realizarmos a leitura de "receitas". O grupo concordou e abraçamos a causa. Nas duas semanas anteriores trabalhei a produção de escrita de receitas com os alunos da séries finais, tendo finalizado em um livro. As professoras das séries iniciais também fizeram vários trabalhos sobre o assunto. As receitas não se restringiam a alimentos, mas incluímos a possibilidade de criarem receitas de temas como amizade, felicidade, amor, etc.

Para o sábado, nossa sala estava decorada como uma cozinha, com alguns comes e bebes.

Surpreendentemente, nossa sala foi um sucesso. Os alunos compareceram em número muito superior ao que esperávamos. Também mães de alunos vieram fazer parte do nosso grupo. Lemos diversas receitas, nos emocionamos, foi muito bom.

Nesse encontro tivemos oportunidade de nos aproximarmos mais de nossos alunos, conversar sobre suas vidas, saber seus desejos, suas ansiedade. E também colocamos as nossas... Foi um sábado feliz. Repleto de afetividade e de muita aprendizagem. Aceitação, trocas, participação, são conceitos que permearam esse momento.












Referências

REAL, Luciane Magalhães Corte; PICETTI, Jaqueline. Aprendizagem amorosa: transformações na convivência de aceitação do outro como legítimo outro. Educação e Cidadania. Porto Alegre: UNIRITER, 2011. Disponível em: http://seer.uniritter.edu.br/index.php/educacaoecidadania/article/view/528/312. Acesso em 06 mai. 2017.