sábado, 19 de novembro de 2016

Muro

Hoje optei por transcrever uma tarefa da interdisciplina Representação pela Matemática tal e qual postei. Não farei análises adjacentes e relações com outras interdisciplinas por achar que a atividade que propus teve um ótimo resultado e merece ser postada no blog.

Em uma tarefa da interdisciplina Representação do mundo pela Matemática, tínhamos que adaptar um dos objetos digitais de aprendizagem propostos no site da interdisciplina para o seu uso na sala de aula, escolhi o “muro”. Sugeri que pudesse ser construídos “tijolos” com caixas de fósforos.
Ao ter que aplicar essa atividade com meus alunos, não tive tempo hábil para assim fazer, pois seria necessário arrecadar as caixas de fósforo e ainda o tempo de forrá-las ou pintá-las. Resolvi então fazer uma nova adaptação, confeccionando os “tijolos” com EVA. Confeccionei a base do muro com quatro tijolos e o restantes ficaram avulsos para que os alunos montassem o muro. Usei apenas adição, pois a multiplicação aumentaria muito as possibilidades, não havendo, mais uma vez, tempo hábil para essa construção. O jogo montado ficou assim:



As bases de cor laranja foram dadas aos alunos e as peças brancas e amarelas ficaram espalhadas pela mesa.
Eu estava com um grupo de cinco alunos com idades de 10 a 11 anos. Primeiro coloquei um exemplo no quadro para que pensassem como foi construído o muro. Fiz perguntas como “Que relação tem um número com outro?” Um dos alunos logo percebeu e explicou aos outros, que estavam com mais dificuldade de entender.
Depois fiz a distribuição do material e propus que fizéssemos uma competição. Quem terminasse primeiro, ganharia um ponto. Repetimos a atividade várias vezes, pois os alunos gostaram muito.

                     


A atividade, mesmo sendo apenas com cálculos de adição, fáceis para essa faixa etária, é de grande relevância, pois tratam-se de alunos que frequentam o Laboratório de Aprendizagem, pois apresentam algumas dificuldades no seu processo de aprendizagem. Em forma de competição, incentivou os alunos a fazerem os cálculos mentais rapidamente.

Outro ponto importante foi a forma de apresentar a atividade. Se fosse dado o muro desenhado em uma folha, certamente não despertaria tanto interesse. O uso de diferentes materiais torna a aprendizagem mais prazerosa.

sábado, 12 de novembro de 2016

Sobre escolas gaiolas e escolas asas 2


Em agosto publiquei algumas reflexões sobre o texto de Rubens Alves que havíamos lido para a interdisciplina Seminário Integrador. Naquela postagem escrevi sobre o recital de inauguração do piano que nossa escola recebeu. Vale a pena repetir a citação do texto que fiz para embasar minha reflexão:


"Ferramentas" são conhecimentos que nos permitem resolver os problemas vitais do dia-a-dia. "Brinquedos" são todas aquelas coisas que, não tendo nenhuma utilidade como ferramentas, dão prazer e alegria à alma. No momento em que escrevo estou ouvindo o coral da Nona Sinfonia [Beethoven]. Não é ferramenta. Não serve para nada. Mas enche a minha alma de felicidade. Nessas duas palavras, ferramenta e brinquedos, está o resumo da educação. Ferramenta e brinquedos não são gaiolas. São asas. Ferramenta me permitem voar pelos caminhos do mundo. Brinquedos me permitem voar pelos caminhos da alma (ALVES, 2002, p. 32).


Hoje quero apresentar mais uma atividade realizada na minha escola que, segundo Rubens Alves, é "brinquedo", "nos permite voar pelos caminhos da alma". Trata-se do projeto Adote um escritor". Todos os anos, as escolas municipais de Porto Alegre "adotam" um escritor, ou seja, escolhem um escritor e trabalham suas obras com seus alunos e, para finalizar, o escritor vem até a escola e conversa com os alunos sobre seus processo de escrita (é um projeto da Secretaria de Educação).

Este ano, nosso Adote foi um pouco diferente. O autor escolhido foi Fernando Pessoa, e quem veio declamar seus poemas foi o ator Jairo Klein, que se caracteriza como o poeta e declama seus versos.

As turmas que receberam o ator foram da EJA (Educação de Jovens e Adultos). Entre os muitos poemas trabalhados, escolhemos "Noite de São João" para fazermos o cenário para esperar o autor. Esse poema, de Alberto Caeiro, um dos heterônimos de Fernando Pessoa, foi musicado por Vitor Ramil. Eis os versos:

Noite de São João para além do muro do meu quintal
Do lado de cá, eu sem noite de São João.
Por que há São João onde o festejam.
Para mim há uma sombra de luz de fogueiras na noite,
Um ruido de gargalhadas, os baques dos saltos.
E um grito casual de quem não sabe que eu existo.

Em conjunto com os alunos, construímos um muro, um céu muito estrelado e um menino a espiar por esse muro. E pelo restante da sala, montamos uma festa de São João. Este cenário ambientou de maneira fascinante a representação do ator. Ele "se transformou" em Fernando Pessoa no palco. Foi se maquiando e explicando aos alunos o processo de ser ator, de preparação, construção do personagem, concentração... E arrasou na sua interpretação!!!!!!!!

foi uma oportunidade única para nossos alunos da EJA assistirem a um espetáculo tão bem feito como esse. Ficamos extremamente agradecidos e felizes por estarmos ali naquele momento especial.

Mais uma vez oportunizamos "brinquedos" a nossos alunos!!!!!!

Como reflexão posterior, estamos analisando aspectos de "intermidialidade", uma vez que o poema foi escrito por Fernando Pessoa, musicado por Vitor Ramil, encenado por Jairo Klein e transformado em Arte Visual por nós da EJA. 








domingo, 6 de novembro de 2016

Curiosidade

O que é curiosidade?

Definição do Dicionário Priberam (on line):

1.Tendência para averiguar ou ver
2. Desejo indiscreto de saber
3. Modo de executar trabalhos que não são da própria profissão
4. Gosto por coisas raras

O que é curiosidade, se não o que nos move? Se não tivermos curiosidade, conseguiremos aprender alguma coisa? Não precisamos nos reportar somente as aprendizagens escolares, acadêmicas... A curiosidade é necessária para vivermos. Precisamos nos interessar por algo e querer saber mais sobre ele, saber como se faz.

Há vários tipos de curiosidades. As vezes nos interessamos pelo que as outras pessoas estão fazendo, Assim a curiosidade é apelidada de "fofoca". Mas atualmente esse tipo de curiosidade é facilmente resolvida pelas redes sociais.

Há a curiosidade dos profissionais, que se esforçam para entender o funcionamento de máquinas, para achar soluções de problemas para que as pessoas tenham mais conforto, segurança, etc.

E muitas outras...

Mas... onde nasce essa curiosidade? E onde ela é direcionada para que não vire somente interesse "fofoqueiro" e sim que se torne algo que faça das pessoas seres humanos melhores e "mais humanos"?

Acredito que a resposta seja: família e escola!

E o nosso papel, como professores, deve ser incentivar a curiosidade. Fazer com que nossos alunos se perguntem como se chegou até lá e não simplesmente aceitem as coisas como elas são. Sabendo como são feitas, podemos mudá-las, se não forem boas, ou conservá-las se forem boas.

E a curiosidade das crianças é algo maravilhoso. Aquela fase que chamamos "fase dos porques", que nos tonteia as vezes, é o ponto em que a curiosidade está florescendo. E as vezes, coisas tão óbvias para nós são perguntadas. Achamos engraçado e as vezes nem percebemos a importância delas para as crianças.

Ao propor aos meus alunos (média de idade entre 9 e 11 anos) que formulassem perguntas sobre assuntos que tinham curiosidade, vejamos algumas:

Por que existem barcos?
Por que existem cachorros?
Por que existe vidro?
Por que existe o Laboratório de Aprendizagem?
Por que as pessoas morrem?
Por que temos cores diferentes?
Por que os orientais tem olhos puxados?
De onde veio as histórias de terror?
O que são malfagafinhos?
O que é cilada?
Por que existe cabelo?
Por que temos pintas?
Por que existem grãos?
Por que chove?
Quem nasceu primeiro: o ovo ou a galinha?
Por que o bebê chora?

Cada pergunta dessas rende uma aula enriquecida pela curiosidade de cada um deles.

Que saibamos ouvir a curiosidade de nossos alunos!!!!!!!!!!!!


domingo, 30 de outubro de 2016

Construção de maquetes na escola

Na semana que passou, realizamos uma tarefa para a Interdisciplina Representação do mundo pelos Estudos Sociais em que tínhamos que criar uma atividade que envolvesse percepção de tempo ou de espaço. Como apoio, foi-nos dado um texto de autoria de Santos, Corso e Costela (2015) cujo título é Jean Piaget e a construção de maquetes: um olhar para a educação geográfica. De acordo com os autores,

Trabalhar com a construção de maquetes é trabalhar com uma leitura competente do espaço geográfico. A maneira como pensamos este espaço é de suma importância, pois muda nossa própria compreensão do mundo, nossas atitudes para com nossos pares e nossa forma de ver e atuar dentro de nossas vivências (p.162).

O texto discorre sobre a importância da construção de maquetes para noções trabalhadas pela geografia. Mas pensei que podemos ir além. A construção de maquetes trata-se de uma atividade interdisciplinar em que diversas áreas do conhecimentos se envolvem.
A matemática nos ajuda a calcular as proporções dos elementos da maquete...
A Arte nos ensina técnicas de construção, pintura, recorte...
A Ciências pode sugerir materiais recicláveis para serem aproveitados na maquete...
Dependendo do tema da maquete, a História pode estar envolvida, pois podemos representar épocas distintas da nossa...

Enfim, é um trabalho bastante interessante que pode ser desenvolvido a partir de projetos interdisciplinares.



Referências

L. P. SANTOS; C. P. CORSO; R. Z. COSTELLA. Jean Piaget E A Construção De Maquetes: Um Olhar Para A Educação Geográfica. Rev. FSA, Teresina, v. 12, n. 3, art. 9, p. 160-172, Mai./Jun. 2015.

domingo, 23 de outubro de 2016

Classificação e seriação

Classificar e seriar parece estar em nossas vidas muito mais que imaginamos. A Matemática fala sobre a importância de classificar para a compreensão do número, a Ciência fala da ordenação dos elementos químicos e a História trata da importância de sequenciar os fatos históricos para entendermos as causas e as consequências dos fatos passados. Contarei hoje sobre a importância que a atividade de classificar e seriar teve para minha vida acadêmica.
Fiz mestrado em Musicologia. Minha pesquisa foi sobre um compositor, Roberto Eggers (1899-1984). Quando tive o primeiro contato com o acervo desse músico, ele estava "amontoado" num canto do Museu, com uma série de documentas misturados. O primeiro trabalho que tive que realizar foi a classificação e ordenação deses documentos, para só depois, poder analisá-los e escrever a dissertação. Foi uma fase importante do trabalho. Separei os documentos de os documentos de acordo com  sua  origem. Havia jornais, fotos, cartas, partituras, materiais didáticos, livros...Para realizar esse trabalho procurei embasamento na arquivística. Foi um trabalho importante e gratificante.
Foto do Acervo do Músico Roberto Eggers, localizado no Museu Histórico Visconde de São Leopoldo, na cidade de São Leopoldo.


sábado, 15 de outubro de 2016

FELIZ DIAS DOS PROFESSORES!!!!!!

                          Resultado de imagem para dia do professor imagens 

MATEMÁTICA

Geralmente a disciplina de Matemática é a grande vilã da escola. Ela assusta! 
Mas hoje preciso registrar o meu encantamento na nossa primeira aula presencial da interdisciplina Representação do mundo pela Matemática. A forma como foi abordada me pareceu extremamente sedutora e apaixonante. Sensação essa potencializada quando cheguei em casa e visitei o site de mesmo nome (Representação do Mundo pela Matemática). 
Lá encontramos uma imensidão de atividades que ensinam Matemática aos nossos alunos  de uma forma diferente. De uma forma prazerosa e divertida. Fiquei horas lendo e relendo, imprimindo e planejando as próximas aulas. 
Só tenho um desejo... conseguir encantar meus alunos como fui encantada...