Quem nunca trabalho com Ciências na escola? Essa foi uma pergunta feito pelo professor na primeira aula da interdisciplina Representação do mundo pela Ciências naturais. Eu e mais uma ou duas colegas levantamos a mão.
Pensei, "ora, sou professora de Música, não trabalho com ciências".
No decorrer da semana, fiquei pensando sobre isso. Então comecei a lembrar de todas as atividades que faço com meus alunos sobre os cuidados que devemos ter com a voz para cantarmos melhor... a respiração correta para o canto... e vi o quanto me enganei ao dar uma resposta negativa a pergunta inicial do professor.
Falar sobre os cuidados com o corpo é falar sobre Ciências!
Mas ainda há mais relações entre Música e Ciências que podem ser feitas. Há um livro chamado Música e meio ambiente: ecologia sonora, de Marisa Trench de Oliveira Fonterrada. Nele a autora trata dos sons e dos silêncios, o meio ambiente sonoro, a poluição sonora... ciência pura!!!! Não, não pura, mas com presença muito forte.
Mais uma prova de que as áreas do conhecimento estão cada vez mais cruzando suas fronteiras umas com as outras. Fato que enriquece a todas elas.
Então a dica de hoje é o livro citado acima. Além de tratar o tema de forma muito interessante, dá dicas de atividades práticas que podemos fazer com nossos alunos, trabalhando sons e silêncios.
FONTERRADA, Marisa Trench de O. Música e meio ambiente: ecologia sonora. São Paulo: Irmãos Vitale, 2004. Conexões musicais.
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sábado, 8 de outubro de 2016
sábado, 23 de abril de 2016
Ludicidade em Villa-Lobos
Na Interdisciplina Ludicidade e Educação temos vários fóruns abertos onde discutimos tópicos sobre a importância e a "seriedade" das brincadeiras. Em um desses fóruns, assistimos a um vídeo chamado "Jogo Simbólico" (https://www.youtube.com/watch?v=uQ795Dvji_Q). Ao assisti-lo percebi que a trilha sonora é uma música de Villa-Lobos chamada "Branquinha (A boneca de louça), o que depois foi confirmado pelos créditos no final do vídeo. Lembrei então que há muitas composições desse músico com títulos que nos remete a infância, criança, brincadeiras. Alguns exemplos:
A prole do bebê
Caixinha de música quebrada
Meu TCC do curso de Música foi justamente sobre a série das Cirandas e Cirandinhas de Villa-Lobos. São 16 Cirandas e 12 Cirandinhas, peças em que o autor usa temas de cantigas de rodas na suas composições. Eis seus títulos:
Cirandas: Teresinha de Jesus, Condessa, Senhora Dona Sancha, O cravo brigou com a rosa, Pobre cega, Passa, passa, gavião, Xô, xô, passarinho, Vamos atrás da serra, Fui no Tororó, O pintor de Canaí, Nesta rua, nesta rua, Olha o passarinho, À procura de uma agulha, A canoa virou, Que lindos olhos, Có, có, có.
Cirandinhas: Zangou-se o cravo com a rosa, Adeus, bela morena, Vamos maninha, Olha aquela menina, Senhora pastora, Cai, cai, balão, Todo mundo passa, Vamos ver a mulata, Carneirinho, carneirão, A canoa virou, Nesta rua tem um bosque, Lindos olhos que ela tem.
Essas músicas podem ser ouvidas no site <http://deezer.musica.uol.com.br/album/1042929/roberto-szidon/heitor-villa-lobos-cirandas-e-cirandinhas>. Gravação de Roberto Szidon.
Lembro que em algumas cenas do filme "Villa-Lobos uma vida de paixão" (https://www.youtube.com/watch?v=OIEu61qH2BQ) há cenas em que Villa-Lobos aparece rolando no chão, brincando com crianças. A parte todo o mito em torno desse compositor, muito do qual construído por ele mesmo, talvez possamos considerar o fato de Villa realmente dar considerável importância às brincadeiras de crianças. Não que se trate de peças fáceis de serem executadas. Não são para crianças, exigem considerável preparo técnico para executá-las. Uma criança que se inicia no aprendizado do piano não consegue ainda tocá-las. O componente infantil está mesmo nos temas e nos títulos.
Talvez Villa-Lobos tivesse, além da "alma brasileira", uma "alma infantil", e usasse em suas composições lembranças de sua infância.
A prole do bebê
Caixinha de música quebrada
Meu TCC do curso de Música foi justamente sobre a série das Cirandas e Cirandinhas de Villa-Lobos. São 16 Cirandas e 12 Cirandinhas, peças em que o autor usa temas de cantigas de rodas na suas composições. Eis seus títulos:
Cirandas: Teresinha de Jesus, Condessa, Senhora Dona Sancha, O cravo brigou com a rosa, Pobre cega, Passa, passa, gavião, Xô, xô, passarinho, Vamos atrás da serra, Fui no Tororó, O pintor de Canaí, Nesta rua, nesta rua, Olha o passarinho, À procura de uma agulha, A canoa virou, Que lindos olhos, Có, có, có.
Cirandinhas: Zangou-se o cravo com a rosa, Adeus, bela morena, Vamos maninha, Olha aquela menina, Senhora pastora, Cai, cai, balão, Todo mundo passa, Vamos ver a mulata, Carneirinho, carneirão, A canoa virou, Nesta rua tem um bosque, Lindos olhos que ela tem.
Essas músicas podem ser ouvidas no site <http://deezer.musica.uol.com.br/album/1042929/roberto-szidon/heitor-villa-lobos-cirandas-e-cirandinhas>. Gravação de Roberto Szidon.
Lembro que em algumas cenas do filme "Villa-Lobos uma vida de paixão" (https://www.youtube.com/watch?v=OIEu61qH2BQ) há cenas em que Villa-Lobos aparece rolando no chão, brincando com crianças. A parte todo o mito em torno desse compositor, muito do qual construído por ele mesmo, talvez possamos considerar o fato de Villa realmente dar considerável importância às brincadeiras de crianças. Não que se trate de peças fáceis de serem executadas. Não são para crianças, exigem considerável preparo técnico para executá-las. Uma criança que se inicia no aprendizado do piano não consegue ainda tocá-las. O componente infantil está mesmo nos temas e nos títulos.
Talvez Villa-Lobos tivesse, além da "alma brasileira", uma "alma infantil", e usasse em suas composições lembranças de sua infância.
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