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sábado, 21 de maio de 2016

Jogos no Laboratório de Aprendizagem

Este ano estou trabalhando no Laboratório de Aprendizagem da Escola Judith Macedo de Araújo, no Morro da Cruz em Porto Alegre. Inspirada na Interdisciplina Ludicidade e Educação, tenho usados diferentes jogos para o desenvolvimento da aprendizagem dos alunos. Está sendo ótimo. Como essa semana foram os Conselhos de Casse na escola e o tempo para elaborar um texto ficou curto, vou postar algumas fotos dos alunos "brincando". Na próxima semana segue uma reflexão sobre a importância e os resultados que temos atingido.

Professor Santos ensinando Xadrez aos alunos do Terceiro Ciclo

Alunas do Segundo Ciclo jogando "Quatro tampinhas para cada copo" (jogo que envolve as quatro operações básicas da Matemática).

As meninas usando as varetas para auxiliar nos cálculos

Jogo da "Palavra Secreta" 

Professora Letícia e seus alunos do Primeiro Ciclo

Alunas do Segundo Ciclo com as tabelas de multiplicação

Jogo "Palavra Secreta" cronometrado com uma ampulheta


sábado, 7 de maio de 2016

Sugestões de livros para brincar

Hoje vou sugerir uma coleção de livros do Professor Darci Orso. Os livros trazem uma série de brincadeiras e estão divididos em categorias como "para pequenos ou para grandes ambientes", "brincadeiras musicais", "recreativas"... São brincadeiras muito interessantes que podem ser brincadas em diversos momentos de aprendizagem das crianças e de jovens.

Em um dos fórum da Interdisciplina "Ludicidade e Educação" precisamos selecionar jogos e separá-los em categorias. Talvez essa "divisão" feita pelo professor Darci Orso possa ser uma alternativa. Fica a dica!!!!

















sábado, 23 de abril de 2016

Ludicidade em Villa-Lobos

Na Interdisciplina Ludicidade e Educação temos vários fóruns abertos onde discutimos tópicos sobre a importância e a "seriedade" das brincadeiras. Em um desses fóruns, assistimos a um vídeo chamado "Jogo Simbólico" (https://www.youtube.com/watch?v=uQ795Dvji_Q). Ao assisti-lo percebi que a trilha sonora é uma música de Villa-Lobos chamada "Branquinha (A boneca de louça), o que depois foi confirmado pelos créditos no final do vídeo. Lembrei então que há muitas composições desse músico com títulos que nos remete a infância, criança, brincadeiras. Alguns exemplos:

A prole do bebê
Caixinha de música quebrada


Meu TCC do curso de Música foi justamente sobre a série das Cirandas e Cirandinhas de Villa-Lobos. São 16 Cirandas e 12 Cirandinhas, peças em que o autor usa temas de cantigas de rodas na suas composições. Eis seus títulos:

Cirandas: Teresinha de Jesus, Condessa, Senhora Dona Sancha, O cravo brigou com a rosa, Pobre cega, Passa, passa, gavião, Xô, xô, passarinho, Vamos atrás da serra, Fui no Tororó, O pintor de Canaí, Nesta rua, nesta rua, Olha o passarinho, À procura de uma agulha, A canoa virou, Que lindos olhos, Có, có, có.

Cirandinhas: Zangou-se o cravo com a rosa, Adeus, bela morena, Vamos maninha, Olha aquela menina, Senhora pastora, Cai, cai, balão, Todo mundo passa, Vamos ver a mulata, Carneirinho, carneirão, A canoa virou, Nesta rua tem um bosque, Lindos olhos que ela tem.

Essas músicas podem ser ouvidas no site <http://deezer.musica.uol.com.br/album/1042929/roberto-szidon/heitor-villa-lobos-cirandas-e-cirandinhas>. Gravação de Roberto Szidon.


Lembro que em algumas cenas do filme "Villa-Lobos uma vida de paixão" (https://www.youtube.com/watch?v=OIEu61qH2BQ) há cenas em que Villa-Lobos aparece rolando no chão, brincando com crianças. A parte todo o mito em torno desse compositor, muito do qual construído por ele mesmo, talvez possamos considerar o fato de Villa realmente dar considerável importância às brincadeiras de crianças. Não que se trate de peças fáceis de serem executadas. Não são para crianças, exigem considerável preparo técnico para executá-las. Uma criança que se inicia no aprendizado do piano não consegue ainda tocá-las. O componente infantil está mesmo nos temas e nos títulos.




Talvez Villa-Lobos tivesse, além da "alma brasileira", uma "alma infantil", e usasse em suas composições lembranças de sua infância.




sábado, 16 de abril de 2016

Brincar é coisa séria... e ler também!!!

Hoje gostaria de fazer uma relação entre os trabalhos das Interdisciplinas Ludicidade e Literatura. Um dos fóruns de Ludicidade se chama "Brincar é coisa séria". Estamos discutindo os benefícios do ato de brincar para o ser humano. O quanto as brincadeiras, sejam elas livres ou com regras, ajudam no desenvolvimento saudável da criança, fazendo com que tornem-se adultos melhores resolvidos, mas felizes e com maior capacidade para resolver seus problemas. Um dos textos indicados "Brincar é coisa séria" de Melinda Wenner, é uma ótima leitura para quem estiver interessado no assunto. Está disponível em:

file:///C:/Users/Usuario/Downloads/Brincar%20%C3%A9%20coisa%20s%C3%A9ria.pdf

Vale a pena dar uma conferida...

Na Interdisciplina de Literatura nossa tarefa da semana foi a escolha de um livro infanto juvenil da biblioteca de nossa escola, descrevê-lo e expor as razões que nos levaram a escolhe-lo.

Escolhi "O dragão comilão" de Rosana Rios

       RIOS, Rosana. O dragão comilão. São Paulo: Scipione, 2005.

No livro a autora conta a história de um dragão que estava enjoado de comer grama e passou a experimentar outras coisas, como pedras, borboletas, nuvens, raios de sol. Um dia descobriu que podia comer palavras... e gostou. Passou a comer todas as palavras que ouvia e as pessoas ficavam sem poder falar nada.
Um dia ouviu um contador de histórias que começava sua narração a um grupo de crianças...Era uma vez... O dragão não teve dúvida, comeu essas três palavras e se saboreou. A partir desse dia todos os contadores de história ficaram sem saber como iniciar uma história, pois todos os era uma vez haviam sido comidos.
Felizmente um dia o dragão, já enjoado de tanto comer palavras, caiu no chão adormecido de barriga no chão. As palavras era uma vez saíram de sua boca e espalharam-se pelo ar voltando aos contadores de história. Assim, todos puderam ouvir lindas histórias novamente. E o dragão? Voltou a comer grama que dava menos trabalho!
São vários os motivos pelos quais escolhi esse livro. Primeiro, é um livro ricamente ilustrado, pela autora do texto, Rosana Rios, o que desperta interesse por parte das crianças. Tratando do texto, achei que seu conteúdo desperta nas crianças a vontade de ouvir histórias. Pode-se fazer uma reflexão sobre como seria um mundo onde histórias não pudessem ser contadas. Só esse fato já rende uma boa discussão entre os pequeninos. Mas não podemos esquecer-nos de chamar atenção do fato de ser colocado o era uma vez como a única maneira de se iniciar uma história. É um viés  a ser explorado também. Um trabalho subjacente que pode ser feito é a partir dos sons da mastigação do dragão, representados por crunch... nhec... nham... Pode-se trabalhar sons a partir desta representação.
A escolha do livro se deu pela variedade de assuntos que podem ser abordados a partir de uma leitura para a turma. Acredito que isso proporciona o hábito da leitura e faz com que as crianças aprendam a pensar criticamente sobre que estão lendo.

Mas vou mais além e quero discutir a possibilidade de, a partir da leitura de um livro como o que citei acima, brincarmos com o que lemos. Ao invés de propormos atividades dirigidas, por que não deixar que os alunos criem e brinquem. Que os livros sejam pontos de partida, de inspiração para a invenção de brincadeiras. Que façam parte desse mundo de sonhos construídos pelos nossos pequeninos e os ajudem a serem pessoas felizes na infância e na vida adulta.

sábado, 9 de abril de 2016

JOGO DE XADREZ

A tarefa dessa semana para o Seminário Integrador III era fazer uma observação participante e uma não participante de cenas da escola. A observação não participante é feita sem o envolvimento direto do observador. Ele apenas observa de fora da cena e faz sua descrição. Pode conter percepções e análise do observador, ou não. Escolhi para esse observação as atividades do professor do Laboratório de Aprendizagem do Ciclo C, que é meu colega, pois trabalho também no L.A. com o Ciclo B. Ele trabalha, predominantemente, com jogos de xadrez com seus alunos. Sem saber, eu estava construindo uma ponte para aquilo que falaríamos na interdisciplina Ludicidade e Educação: jogos.
Nessa interdisciplina estamos tratando a importância do brincar, do jogo, para o desenvolvimento da criança. Para Bruna Molozzi

situações de jogo possibilitam às crianças o encontro com seus pares, fazendo com que interajam socialmente. No grupo elas descobrem que não são os únicos sujeitos da ação, e que para alcançar seus objetivos precisam levar em conta o fato de que os outros também têm objetivos próprios que querem satisfazer. Ao observar um grupo de crianças jogando, é possível perceber o desenvolvimento de diversas habilidades. (Desenvolvimento do sujeito através do jogo, disponível em: http://nuted.ufrgs.br/oa/JogoEdu/modulo1.html).

Diante dessas colocações de Molozzi, quero fazer algumas reflexões a respeito do jogo de xadrez no desenvolvimento do sujeito.

O jogo de xadrez tem regras que podem parecer um pouco complexas a primeira vista, mas obedece ao imaginário de uma guerra entre dois reinos. Há o rei,a rainha, os bispos, os cavalos, as torres e os peões, simbolizando as classes sociais de uma sociedade. Cada peça tem seu modo próprio de mover-se e o jogador tem que montar estratégias para tentar eliminar (comer) o máximo de peças do adversário. Embora a rainha seja a peça mais "poderosa", pois tem o maior número de possibilidades de mover-se, é somente com a morte do rei que o jogo acaba. O "xeque-mate". Só esses aspectos já rendem uma discussão sobre classes sociais e gênero... mas o jogo vai muito além. O participante precisa desenvolver esquemas de pensamento altamente complexos para armar suas estratégia e prever a estratégia do adversário.

Enfim, a quantidade de conhecimentos acionados e desenvolvidos durante uma partida de xadrez, propicia ao aluno inúmeros benefícios para seu desenvolvimento intelectual. Sem falar no respeito as regras, que incide sobre o desenvolvimento social do aluno.

O Laboratório de aprendizagem tem como objetivo "propiciar interações com os conhecimentos escolares. As situações de aprendizagens que ocorrem no L. A. devem levar em conta o desenvolvimento do pensamento criativo, o resgate do desejo de aprender, bem como a (re) construção de conceitos e estruturas cognitivas que causam entraves no processo de aprendizagem dos sujeitos aprendentes" (PMPA, s/d, p.3).
Nesse sentido, o jogo de xadrez se apresenta como ótima alternativa para atingir esses objetivos!