No dia 23 de setembro de 2017, em função de estarmos cursando a Interdisciplina Questões Étnico-Raciais na Educação: Sociologia e História, relatei um passeio que fiz com meus alunos em uma aldeia Guarani no ano de 2014.
Link para postagem:
https://keniaswerner.blogspot.com/2017/09/para-interdisciplina-questoes-etnico.html
Foi uma experiência maravilhosa com muitas aprendizagens.
Lembre desta postagem porque conheci um e book chamado "Repensando os estereótipos: Dia do Índio". Nele encontramos várias sugestões para trabalharmos o Dia do Índio de uma forma crítica, aprofundada, inteligente.
Alguns exemplos:
A PRÁTICA DO MOTIRÕ
Respeitando as diversidades regionais, sugerimos
trabalhar a prática do Motirõ que, na língua Tupi Guarani,
significa a “reunião de pessoas que ajudam uns aos
outros na colheita e/ou construção de algo para a tribo”.
Essa prática é aplicada em grande parte das tribos
brasileiras e tem muito a nos ensinar sobre cooperação, a
competência que permeará todo esse projeto.
HONRANDO AS NOSSAS BASES
Culinária indígena (Educação Infantil)
Organize uma atividade de culinária com as comidas típicas indígenas na qual todos os alunos
irão cooperar, por exemplo: lavando os alimentos, colocando-os em recipientes, organizando o
ambiente etc. Deverá ser mostrado aos alunos que a nossa história teve contribuições dos povos
indígenas e que hoje temos muitos hábitos e costumes que aprendemos com eles.
OS JOGOS INDÍGENAS
Os alunos deverão pesquisar sobre os principais jogos coletivos indígenas, suas origens e
regras. Em seguida, deverão praticá-los nas aulas de movimento e Educação Física.
A proposta é fazer com que reflitam sobre a importância de colaborar com o grupo na
prática dos jogos e brincadeiras. Alguns desses jogos são: Akô (duas equipes correm em círculos,
revezando em quatro atletas, usando uma varinha de bambu, espécie de bastão que vai passando
de mão em mão), Katukaywa (espécie de futebol jogado com o joelho), Xikunahity (esporte
também conhecido como futebol de cabeça. Em lugar do chute, a bola é empurrada com a cabeça
dos participantes), entre outros que poderão ser pesquisados e propostos para as turmas.
TANTAS PALAVRAS: DESCOBRINDO A HISTÓRIA
Em grupos, os alunos pesquisarão palavras indígenas que utilizamos em nosso cotidiano,
suas origens e seus significados. A ideia é fazer com que, por meio dessa pesquisa, eles possam
conhecer um pouco mais da história da cultura indígena e sua influência na nossa cultura.
CESTOS E TRANÇADOS
Muitas tribos indígenas ainda trabalham com a técnica da tecelagem de cestos e trançados.
Baseado nisso, proponha aos alunos a confecção de uma cesta que, além de bonita, servirá para
trabalhar suas habilidades motoras e estimular a reciclagem de papel. Eles terão que colocar a mão na
massa, ou melhor, nas fibras ou nos canudos feitos com folhas de revistas velhas ou jornais. A técnica é
bem simples e poderá ser encontrada passo a passo na internet.
Ao término, os alunos poderão ser incentivados a presentear um de
seus familiares ou, ainda, a cesta poderá servir para acomodar deliciosas
frutas que serão partilhadas com os amigos.
LENDAS INSPIRADORAS
Esta atividade poderá ser aplicada para todos os segmentos, adaptando a linguagem à faixa etária.
Muitas tribos indígenas ainda não possuem registros escritos de suas lendas e mitos, que
difundem a cultura desse povo ao longo dos anos. Como são contadas de geração em geração,
certamente essas histórias se transformaram com o tempo. Lembra da brincadeira do telefone
sem fio? Então, é algo parecido: sempre há quem mude um pouquinho a história, que termina
bem diferente da original. Ainda assim, a partir dessas lendas podemos imaginar como viviam os
índios há cerca de 4 mil anos.
São formas inteligentes e inspiradoras de tratar de um tema tão importante para nossa sociedade.
terça-feira, 23 de abril de 2019
quarta-feira, 3 de abril de 2019
Análise das postagens do blog - novas reflexões
No dia 20 de maio de 2017 postei algumas reflexões sobre o trabalho de análise das postagens dos blogs. O trabalho consistia em analisar as postagens do nosso próprio blog e de uma colega, sendo que a colega também realizava a mesma tarefa para depois compararmos. As análises foram feitas de acordo com Boff (2016) e Alarcão (1996).
A tarefa da Interdisciplina Seminário Integrador VIII foi refazermos as postagens dos dois primeiros anos de PEAD e agora, no Seminário Integrador IX, devemos fazer o mesmo com as postagens dos anos de 2017 e 2018. Não serão usadas categorias de análise, devemos fazer novas reflexões sobre aquelas postagens que achamos que o assunto abordado poderia ser mais explorado.
Me chamou atenção que, para realizar esta tarefa no semestre passado, ao reler as postagens dos anos de 2015 e 2016, não encontrei dificuldade em refazer várias delas, pois originalmente eram bastante sucintas e vários assuntos puderam ser abordados de forma mais interessante.
O que notei agora, ao reler as postagens de 2017 e 2018, é que as postagens estão bem mais elaboradas e as novas reflexões estão me exigindo um grau ainda maior de complexidade. Isso evidencia o quanto amadurecemos no decorrer do curso e que nossa caminhada acadêmica está valendo a pena. Fiquei feliz!
Para acessar a postagem original:
https://keniaswerner.blogspot.com/2017/05/blog-post.html - 20 de maio de 2017.
sexta-feira, 29 de março de 2019
Projetos de Aprendizagem e aprendizagem amorosa - Novas reflexões
No dia 8 de abril de 2017 postei o relato de uma experiência com Projetos de Aprendizagem realizado com alunos de uma turma de quinto ano. Nele citei a importância da "aprendizagem amorosa". Pensar em aprendizagem amorosa nos leva a pensar na importância do "vínculo" com o aluno. Quando se é professora das séries finais, especialmente de disciplinas de pouca carga horária, como é o caso de Artes, esse vínculo fica difícil de ser estabelecido. Temos muitos alunos e os vemos somente uma vez por semana. Não significa que não possamos oferecer a eles uma aprendizagem amorosa, mas penso que ela não transborda em todas suas facetas.
No meu estágio pude sentir de perto o que significa o vínculo entre professor e aluno. O significado de, amorosamente, ensinar e aprender.
Estabelecemos uma relação de confiança. O contato diário, o interesse deles em aprender, foram me fascinando e consequentemente mudando meu jeito de ver e sentir a educação.
O se colocar no lugar do outro, a confiança, o carinho, são elementos que alavancam a aprendizagem de forma a torná-la prazerosa e significativa.
Infelizmente troquei de escola e não os vejo mais, mas ficarão no meu coração.
Para acessar a postagem original:
https://keniaswerner.blogspot.com/2017/04/projetos-de-aprendizagem-e-aprendizagem.html - postagem feita no dia 8 de abril de 2017.
sábado, 23 de março de 2019
Iniciando o último semestre
Então... agora somos "formandas"!!! O que parecia tão, tão distante, chegou! Iniciamos o nono semestre do curso de Pedagogia à Distância da UFRGS. Atenção voltada para o TCC e para a formatura. Entre problemas de pesquisa, argumentos e conclusões, escolhemos camisetas, fotos, datas de prova de toga... Hora de focar na conclusão de uma caminhada de quatro anos e meio de muito esforço e dedicação com muitas aprendizagens!
quarta-feira, 5 de dezembro de 2018
Hora de pensar no Workshop - novas reflexões
No dia 18 de junho de 2016 publiquei, como faço em todo final de semestre, uma postagem que reflete o fechamento do semestre. Link para postagem:
https://keniaswerner.blogspot.com/2016/06/hora-de-pensar-no-workshop.html
E agora não poderia ser diferente. O final de mais um semestre se aproxima e está na hora de fechá-lo com uma boa postagem de reflexão sobre nossas atividades. Foi um semestre especial, o tão temido estágio foi realizado. Medo, angustia, trabalho, satisfação, encantamento, aprendizagens, são palavras que definem essa etapa do curso.
Sempre comento o sentimento de unidade de existe entre as Interdisciplinas do curso. O quanto elas se interligam, se sobrepõe, se cruzam e nos fazem relacionar os novos conhecimentos adquiridos na nossa caminhada. Este semestre não foram só as Interdisciplinas que se cruzaram, mas foi o próprio estágio que possibilitou colocarmos em prática todas as aprendizagens, as reflexões num só lugar: a sala de aula.
Senti falta de tempo e de espaço para poder contar e refletir aqui no blog os acontecimentos do estágio, pois acho que refletir sobre as postagens anteriores, embora nos enriqueça cognitivamente, roubou o tempo de escrevermos sobre nossa prática. As duas coisas não dava para fazer...
Tentei ao máximo relacionar as postagens com o estágio, mas nem sempre foi possível...
É chegada a hora de finalizarmos os relatórios de estágio e realizarmos a síntese reflexiva para o workshop!!! O tempo é curto (isso reclamo sempre). Acho que as orientações vêm em cima da hora e, pessoalmente, eu precisaria de mais tempo para pensar e escrever. Mas essa "pressão" também é um aprendizado... e confesso, esse foi um dos maiores que tive no curso: ler, refletir e escrever sem "saborear" o processo. Perde-se de um lado mas, em tempos de correria, em que tudo muda tão rapidamente, esse é um aprendizado necessário.
E é isso... bom workshop a todos e todas!!!!!!!!!!!!!!!!
terça-feira, 4 de dezembro de 2018
Novas reflexões sobre a Educação Musical no Brasil
No dia 1 de novembro de 2015 publiquei o link de um artigo de Nilza Carla Teixeira que trata da Educação Musical no Brasil - "Marcos históricos da Educação Musical no Brasil"
Link da postagem:
https://keniaswerner.blogspot.com/2015/11/achei-um-artigo-muito-interessante.html
No dia 15 de novembro de 2015 publiquei um manifesto dos educadores musicais. Em poucas palavras coloco a importância da Educação Musical na escola e a dificuldade que se tem para pô-la em prática em um ambiente ainda conservador, como é a escola.
Link da postagem:
https://keniaswerner.blogspot.com/2015/11/manifesto-dos-educadores-musicais.html
O artigo de Teixeira nos conta o quanto a Educação Musical já fez parte dos currículos escolares no Brasil e o quanto ela já se afastou deles. E o manifesto criado por mim mostra que atualmente, apesar da percepção da sua importância, a Educação Musical ainda é marginalizada nas escolas.
Mas aos poucos essa situação está mudando. Aumentam as atividades musicais nas escolas e novos espaços para a aula de Música vão sendo criados. A comunidade escolar passa a valorizar os aprendizados musicais e novos adeptos e oportunidades vão se abrindo.
Hoje, na Rede Municipal de Porto Alegre temos diversos projetos ligados à Música que oferecem atividades no contra turno para os alunos da escola regular. Afora isso, a Música está presente no currículo escolar, sendo oferecida como disciplina obrigatória.
Muito me orgulho dessa caminhada, pois quando me formei ainda era um sonho ver a Música fazendo parte do dia a dia dos alunos das escolas públicas. Essas conquistas são resultado de esforços de muitas pessoas envolvidas com o processo de inserção da música no currículo da educação básica.
sexta-feira, 23 de novembro de 2018
Alfabeto de instrumentos musicais - novas reflexões
No dia 26 de outubro de 2015, postei algumas fotos de um alfabeto de instrumentos musicais que elaborei quando ainda não era alfabetizadora, mas sim professora de Música.
Link para postagem:
https://keniaswerner.blogspot.com/2015/10/e-por-falar-em-alfabetizacao-hoje-vou.html
Hoje, trabalhando diretamente com alfabetização é que percebo a importância daquele alfabeto na sala de música.
Temos um alfabeto na parede de nossa sala e ele serve de apoio para várias atividades que fazemos. Fato esse perfeitamente normal para uma turma de alfabetização. Porém, gostaria de pensar no processo de alfabetização como algo constante, que não para quando os alunos são promovidos para as séries finais.
Na época em que realizei a postagem, eu ministrava aula somente para as séries finais do ensino fundamental e usava aquele alfabeto na sala em que atendia aqueles alunos. Pensava na época que tratava-se apenas de levar aos meus alunos conhecimento a espeito de novos e diferentes instrumentos musicais.
Hoje, no entanto, trabalhando com alfabetização, entendo que ter aquele alfabeto na parede não apenas levava informações a respeito de música para meus alunos mas de certa forma contribuía para seu processo de letramento.
A constante exposição de diferentes palavras e a consequente leitura por parte dos alunos, seja qual for suas idades ou etapa escolar que se encontrem, auxiliam na sua alfabetização. Passam a conhecer novas palavras, tornar sua leitura fluente, interessar-se por diferentes assuntos...
Sem saber, estava alfabetizando meus alunos!!!
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