sexta-feira, 29 de março de 2019

Projetos de Aprendizagem e aprendizagem amorosa - Novas reflexões


No dia 8 de abril de 2017 postei o relato de uma experiência com Projetos de Aprendizagem realizado com alunos de uma turma de quinto ano. Nele citei a importância da "aprendizagem amorosa". Pensar em aprendizagem amorosa nos leva a pensar na importância do "vínculo" com o aluno. Quando se é professora das séries finais, especialmente de disciplinas de pouca carga horária, como é o caso de Artes, esse vínculo fica difícil de ser estabelecido. Temos muitos alunos e os vemos somente uma vez por semana. Não significa que não possamos oferecer a eles uma aprendizagem amorosa, mas penso que ela não transborda em todas suas facetas.
No meu estágio pude sentir de perto o que significa o vínculo entre professor e aluno. O significado de, amorosamente, ensinar e aprender.
Estabelecemos uma relação de confiança. O contato diário, o interesse deles em aprender, foram me fascinando e consequentemente mudando meu jeito de ver e sentir a educação.
O se colocar no lugar do outro, a confiança, o carinho, são elementos que alavancam a aprendizagem de forma a torná-la prazerosa e significativa.
Infelizmente troquei de escola e não os vejo mais, mas ficarão no meu coração.

Para acessar a postagem original:

https://keniaswerner.blogspot.com/2017/04/projetos-de-aprendizagem-e-aprendizagem.html - postagem feita no dia 8 de abril de 2017.

sábado, 23 de março de 2019

Iniciando o último semestre

Então... agora somos "formandas"!!! O que parecia tão, tão distante, chegou! Iniciamos o nono semestre do curso de Pedagogia à Distância da UFRGS. Atenção voltada para o TCC e para a formatura. Entre problemas de pesquisa, argumentos e conclusões, escolhemos camisetas, fotos, datas de prova de toga... Hora de focar na conclusão de uma caminhada de quatro anos e meio de muito esforço e dedicação com muitas aprendizagens! 


quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Hora de pensar no Workshop - novas reflexões


No dia 18 de junho de 2016 publiquei, como faço em todo final de semestre, uma postagem que reflete o fechamento do semestre. Link para postagem:

https://keniaswerner.blogspot.com/2016/06/hora-de-pensar-no-workshop.html


E agora não poderia ser diferente. O final de mais um semestre se aproxima e está na hora de fechá-lo com uma boa postagem de reflexão sobre nossas atividades. Foi um semestre especial, o tão temido estágio foi realizado. Medo, angustia, trabalho, satisfação, encantamento, aprendizagens, são palavras que definem essa etapa do curso.

Sempre comento o sentimento de unidade de existe entre as Interdisciplinas do curso. O quanto elas se interligam, se sobrepõe, se cruzam e nos fazem relacionar os novos conhecimentos adquiridos na nossa caminhada. Este semestre não foram só as Interdisciplinas que se cruzaram, mas foi o próprio estágio que possibilitou colocarmos em prática todas as aprendizagens, as reflexões num só lugar: a sala de aula.

Senti falta de tempo e de espaço para poder contar e refletir aqui no blog os acontecimentos do estágio, pois acho que refletir sobre as postagens anteriores, embora nos enriqueça cognitivamente, roubou o tempo de escrevermos sobre nossa prática. As duas coisas não dava para fazer...

Tentei ao máximo relacionar as postagens com o estágio, mas nem sempre foi possível...

É chegada a hora de finalizarmos os relatórios de estágio e realizarmos a síntese reflexiva para o workshop!!! O tempo é curto (isso reclamo sempre). Acho que as orientações vêm em cima da hora e, pessoalmente, eu precisaria de mais tempo para pensar e escrever. Mas essa "pressão" também é um aprendizado... e confesso, esse foi um dos maiores que tive no curso: ler, refletir e escrever sem "saborear" o processo. Perde-se de um lado mas, em tempos de correria, em que tudo muda tão rapidamente, esse é um aprendizado necessário.

E é isso... bom workshop a todos e todas!!!!!!!!!!!!!!!!



terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Novas reflexões sobre a Educação Musical no Brasil


No dia 1 de novembro de 2015 publiquei o link de um artigo de Nilza Carla Teixeira que trata da Educação Musical no Brasil - "Marcos históricos da Educação Musical no Brasil"

Link da postagem:

https://keniaswerner.blogspot.com/2015/11/achei-um-artigo-muito-interessante.html

No dia 15 de novembro de 2015 publiquei um manifesto dos educadores musicais. Em poucas palavras coloco a importância da Educação Musical na escola e a dificuldade que se tem para pô-la em prática em um ambiente ainda conservador, como é a escola.

Link da postagem:

https://keniaswerner.blogspot.com/2015/11/manifesto-dos-educadores-musicais.html

O artigo de Teixeira nos conta o quanto a Educação Musical já fez parte dos currículos escolares no Brasil e o quanto ela já se afastou deles. E o manifesto criado por mim mostra que atualmente, apesar da percepção da sua importância, a Educação Musical ainda é marginalizada nas escolas.

Mas aos poucos essa situação está mudando. Aumentam as atividades musicais nas escolas e novos espaços para a aula de Música vão sendo criados. A comunidade escolar passa a valorizar os aprendizados musicais e novos adeptos e oportunidades vão se abrindo.

Hoje, na Rede Municipal de Porto Alegre temos diversos projetos ligados à Música que oferecem atividades no contra turno para os alunos da escola regular. Afora isso, a Música está presente no currículo escolar, sendo oferecida como disciplina obrigatória.

Muito me orgulho dessa caminhada, pois quando me formei ainda era um sonho ver a Música fazendo parte do dia a dia dos alunos das escolas públicas. Essas conquistas são resultado de esforços de muitas pessoas envolvidas com o processo de inserção da música no currículo da educação básica.


sexta-feira, 23 de novembro de 2018

Alfabeto de instrumentos musicais - novas reflexões



No dia 26 de outubro de 2015, postei algumas fotos de um alfabeto de instrumentos musicais que elaborei quando ainda não era alfabetizadora, mas sim professora de Música.

Link para postagem:


https://keniaswerner.blogspot.com/2015/10/e-por-falar-em-alfabetizacao-hoje-vou.html

Hoje, trabalhando diretamente com alfabetização é que percebo a importância daquele alfabeto na sala de música.

Temos um alfabeto na parede de nossa sala e ele serve de apoio para várias atividades que fazemos. Fato esse perfeitamente normal para uma turma de alfabetização. Porém, gostaria de pensar no processo de alfabetização como algo constante, que não para quando os alunos são promovidos para as séries finais.

Na época em que realizei a postagem, eu ministrava aula somente para as séries finais do ensino fundamental e usava aquele alfabeto na sala em que atendia aqueles alunos. Pensava na época que tratava-se apenas de levar aos meus alunos conhecimento a espeito de novos e diferentes instrumentos musicais.

Hoje, no entanto, trabalhando com alfabetização, entendo que ter aquele alfabeto na parede não apenas levava informações a respeito de música para meus alunos mas de certa forma contribuía para seu processo de letramento.

A constante exposição de diferentes palavras e a consequente leitura por parte dos alunos, seja qual for suas idades ou etapa escolar que se encontrem, auxiliam na sua alfabetização. Passam a conhecer novas palavras, tornar sua leitura fluente, interessar-se por diferentes assuntos...

Sem saber, estava alfabetizando meus alunos!!!

terça-feira, 20 de novembro de 2018

Escolas asas e escolas gaiolas - novas reflexões


No dia 17 de setembro de 2016 postei algumas reflexões acerca de um texto de Rubens Alves chamado Gaiolas ou asas?.

Link para a postagem:




Neste texto Rubens Alves escreve sobre dois tipos de escola: as escolas gaiolas e as escolas asas. As escola gaiolas reprimem, seguem programas conteudistas, tentam conter os alunos.  "Escolas que são gaiolas existem para que os pássaros desaprendem a arte do voo. Pássaros engaiolados são pássaros sob controle. Engaiolados, o seu dono pode levá-los para onde quiser. Pássaros engaiolados têm sempre um dono. Deixaram de ser pássaros. Porque a essência dos pássaros é o voo" (ALVES, 2002, p. 29).
As escolas asas, por outro lado, libertam, ensinam os alunos a pensarem por si próprios, ensinam a caminharem sozinhos. "Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados. O que elas amam são os pássaros em voo. Existem para dar aos pássaros coragem para voar. Ensinar o voo, isso elas não podem fazer, porque o voo já nasce dentro dos pássaros. O voo não pode ser ensinado. Só pode ser encorajado"  (ALVES, 2002, p. 29).
As escolas asas não podam as crianças. É comum os alunos irem perdendo a espontaneidade dos primeiros anos de escola, como se tivessem sido domesticados. A preocupação com os conteúdos, a disciplina, fazem com que mecanismos de repressão sejam usados em escolas gaiolas. Os alunos aprendem o que e como os professores decidem. Nas escolas asas os alunos são encorajados a falar, lutar. Suas inteligências outras (que as escolas gaiolas desdenham) são valorizadas. Sentem-se capazes. 

E de que forma podemos fazer uma escola asa? 
Rubens Alves resume a boa educação em duas palavras: ferramenta e brinquedo.

"Ferramentas" são conhecimentos que nos permitem resolver os problemas vitais do dia-a-dia. "Brinquedos" são todas aquelas coisas que, não tendo nenhuma utilidade como ferramentas, dão prazer e alegria à alma. No momento em que escrevo estou ouvindo o coral da Nona Sinfonia [Beethoven]. Não é ferramenta. Não serve para nada. Mas enche a minha alma de felicidade. Nessas duas palavras, ferramenta e brinquedos, está o resumo da educação. Ferramenta e brinquedos não são gaiolas. São asas. Ferramenta me permitem voar pelos caminhos do mundo. Brinquedos me permitem voar pelos caminhos da alma (ALVES, 2002, p. 32).

São palavras que resumem uma forma fascinante de educar. Fiquei encantada...

Na postagem do dia 17 de setembro de 2016, escrevi sobre uma apresentação musical que teve na escola, tendo participado um grupo de alunos da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (UERGS), os alunos do grupo de música da escola e eu ao piano. A plateia consistia em alunos com idades entre 6 e 14 anos. A atenção desses alunos, o respeito, a admiração  eram coisas lindas de se ver.

Estávamos ensinando brinquedos!!! Alimentando a alma de nossos alunos.

Não posso deixar de fazer a mesma relação com as atividades que tenho desenvolvido no meu estágio. A semana que passou foi, em especial, repleta de atividades que podemos considerar de “brinquedos”, próprias de escolas asas.

Fomos à Feira do Livro, assistimos a uma apresentação do músico Frank Jorge, fomos até a sala de música da escola, tocamos piano e outros instrumentos, iniciamos os trabalhos sobre a Consciência Negra... Abrimos o espaço da sala de aula para que nossos alunos pudessem “voar”. Expandimos os horizontes do processo de ensino-aprendizagem, mostrando outras possibilidades de aprender, de conhecer, de ver, sentir e viver.

Ainda temos muitas atividades planejadas, como filme, janta especial, sarau...

Muitas reflexões estão sendo feitas a partir destas atividades. Estamos conseguindo estabelecer relações entre uma atividade e outra, entre diferentes temas. Estamos amadurecendo nosso jeito de ensinar e aprender.

Fico feliz em participar deste processo, de ensinar e aprender com meus alunos, com os colegas, com a escola. De ensinar e aprender “brinquedos”!!!


Alunos junto ao piano da escola


Frank Jorge na Feira  do Livro


Alunos assistindo ao Frank Jorge na Feira do Livro




Referências

ALVES, Rubem. Gaiolas ou asas? In: ALVES, Rubem. Por uma educação romântica. Campinas: Papirus, 2002, p. 29-32.

sexta-feira, 16 de novembro de 2018

Novas perspectivas... - novas reflexões

No dia 19 de março de 2016 realizei uma postagem que tratava de novas perspectivas minhas ao assumir o Laboratório de Aprendizagem da escola. Como professora de Música, nunca havia trabalhado com alfabetização e aquela seria minha primeira oportunidade de me aproximar a prática com as aprendizagens do PEAD.

Link para postagem:

https://keniaswerner.blogspot.com/2016/03/novas-perspectivas.html


Hoje me encontro em uma situação bem diferente daquela. Não trabalho mais no Laboratório de Aprendizagem da escola, voltei à minha área: a Música. No entanto, o fato de estar realizando o estágio obrigatório me coloca em uma perspectiva muito diferente.
Já realizei oito senas de estágio, me aproximo do fim, faltando apenas duas semanas para o término.
Esta experiência, na qual também me deixou com milhões de expectativas, me ensinou e me fascinou de uma forma que eu jamais imaginei.
Pela primeira vez assumi uma turma diariamente, quatro horas por dia. O que antes me apavorava, pois tinha muito medo de não dar conta, hoje me alegra e me ensina.
Alfabetizar jovens e adultos, ver seus progressos, suas aprendizagens, seus ensinamentos e suas consequentes satisfações foi transformador na minha carreira de professora.
Tenho uma satisfação imensa em  sentir o interesse, a boa vontade, a gratidão daqueles que diariamente se deslocam até a escola, muitas vezes cansados, para receberem e serem recebidos por mim.
É tudo muito diferente de trabalhar no Laboratório de Aprendizagem. Hoje tenho contato diário, posso dar continuidade ao processo de ensino e aprendizagem meu e de meus alunos.
Me sinto mais madura, com melhor suporte... afinal, estamos na finaleira do PEAD.

Apesar de todas as turbulências e da loucura que nossa vida se transforma ao cursar o semestre de estágio de uma graduação, estou satisfeita e feliz com o trabalho que venho realizando.