sexta-feira, 25 de março de 2016

Argumentação


Para Weston (2009), argumentar é "[...] apresentar um conjunto de razões ou provas que fundamentam uma conclusão." Para o autor, podem existir argumentos frágeis e alguns outros mais consistentes. Nesse sentido construir argumentos é um meio de investigação, de explicar e defender uma ideia. Por isso perguntamos: sobre que conteúdo(s) você quer postar? como pretende argumentá-lo?

A construção da ideia, do conteúdo a ser argumentado é antes de tudo perguntar:  O que você quer provar? Qual é a sua conclusão? Lembre-se que a conclusão é a asserção para a qual você está apresentando razoes. As asserções que lhe fornecem razões são chamadas premissas. (WESTON, 2009,p.1).

Com os dois parágrafos acima, começou a proposta para nosso segundo encontro da interdisciplina Seminário Integrador III. Começamos com "o pé direito", pois de cara percebemos o quanto é importante qualificarmos nossas escritas.
Depois de refletirmos sobre "argumentação", nossa tarefa foi a análise de postagens de blogs de colegas. Foi um exercício ótimo! Por um lado, ler as postagens das colegas e pensar o que está bom e o que pode melhorar, nos coloca em seu lugar. Nos vemos ao ler nossas colegas. Nossa crítica às postagens das colegas quase é uma autocrítica. Por outro lado, receber a crítica das colegas nos faz pensar o que sozinhas nos passa despercebido.
Muitos ensinamentos nos foi dado na realização dessa tarefa. Além de refletirmos o conteúdo das postagens em si, percebemos o valor do trabalho conjunto. O quanto enriquece nossas reflexões. A prática de ler e opinar as postagens de nossas colegas deveria ser um hábito, independente da obrigatoriedade das tarefas semanais...
Enfim, o blog é nosso portifólio, nosso histórico, nosso registro do percurso no PEAD. Quanto mais qualificarmos nossas postagens, mais interessante será para nós e para nossos leitores. 
Reitero o que tenho repetido em muitos trabalhos feitos ao longo do curso, a relação das postagens com nossa prática é fundamental. Se fizermos isso com boas argumentações teremos um histórico documentado, permitindo-nos um olhar da nossa caminhada. Certamente nos espantaremos ao ver o quanto estamos crescendo como profissionais e como seres humanos.


sábado, 19 de março de 2016

Novas perspectivas...

Este ano iniciou diferente para mim. Sou professora de música e sempre trabalhei com Educação Musical. Mas em 2016, pela primeira vez, assumi o Laboratório de Aprendizagem da minha escola.
O L.A. faz parte do projeto de Ciclos que vigora no sistema de ensino nas escolas municipais de Porto Alegre.

É um serviço de apoio aos professores, com uma proposta de educação diferenciada, que precisa estar atento aos aspectos de inclusão e de exclusão dos alunos, necessariamente promovendo o acompanhamento dos mesmos, com o claro e determinado objetivo de impulsionar os processos de ensino-aprendizagem na turma onde se encontram (Regras básicas do L.A - RME/POA).

Na prática, os alunos frequentam o L.A. no turno inverso, em grupos de quatro a oito alunos. Nestes encontros, são desenvolvidas atividades em que os alunos desenvolvam aprendizagens que, por algum motivo, não tenham sido desenvolvidas no grande grupo, nas aulas regulares.

É uma experiência nova e estou muito feliz por poder aproximar ainda mais a minha prática com o PEAD.
                                                      

terça-feira, 15 de março de 2016

Reinicio...

Iniciamos ontem nossos trabalhos. Que venha o terceiro semestre do nosso curso, e que seja cheio de aprendizagens e bons momentos!!!

   Bem vindos ao primeiro semestre de 2016!!!

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Chegou o final do semestre. Preparativos para o Workshop! Depois... que tenhamos todas e todos ótimas férias!!!

domingo, 15 de novembro de 2015

Manifesto dos Educadores Musicais Brasileiros do século XXI



Estamos voltando...
Depois de 30 anos fora da escola...
Mas voltamos engatinhando!!!

Não temos instrumentos...
Não temos salas adequadas...
Não temos a compreensão dos colegas... nem da direção...

A compreensão musical faz parte da formação do ser humano...
Não é menos importante do que matemática ou português...
A música nos ajuda a desenvolvermos nossas várias capacidades...

 Precisamos fazer “barulho”... encher a escola de sons...
Queremos cantar, tocar, bater, dedilhar, raspar, chacoalhar...
Música é nossa vida!!!

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Adote um escritor - E.M.E.F. Judith Macedo de Araújo

No projeto Adote um Escritor, promovido pela Secretaria de Educação de Porto Alegre), realizado na E.M.E.F. Judith Macedo de Araújo recebemos a visita do autor Cássio Pantaleoni. Entre os vários títulos de sua coleção, há apenas um deles que se enquadra na literatura infantil. Trata-se do livro “A corda que acorda”. Conta a história de uma menina que encontra um piano e começa a tocá-lo. A magia da música faz com que todos os objetos presentes na sala onde se encontra o piano passem a ter vida e comecem a dançar. Sejam eles bonecos, como palhaço, bailarina, peixe, girafa, como objetos, tais como xícaras, vasos, guarda-chuva. Em forma de poema, o autor vai desenvolvendo a história como um momento mágico instituído pela música e pela imaginação da menina que está a tocar o piano. No final da história a menina abandona o piano e tudo volta a ser silencioso e estático como antes. Escolhi esse livro para trabalhar, mesmo sendo meus alunos da faixa etária entre 15 e 50 anos. Primeiro, pela Escola possuir um piano, devido ao projeto Piano Livre, e também, obviamente, por me dar oportunidade de falar sobre o piano, sua história, seu mecanismo, seus sons. Mas o objetivo final foi poder refletir com meus alunos a magia da música, ou da Arte como um todo, bem como a magia da infância, ou a pureza da criança, única capaz de fazer com que os objetos tornem-se dançantes. Conceito construído a partir do pressuposto de que a criança é um ser inocente, livre de preocupações, vivendo a melhor fase de sua vida. Mas, serão todas as infâncias assim? Essa constatação dos alunos me remeteu ao texto “Retratos de uma infância contemporânea: os bebês nos artefatos visuais”, de Borges e Cunha (2015), trabalhados na interdisciplina Infâncias. Nesse texto as autoras falam da “infância soft”, uma infância retratada (nos rótulos dos produtos infantis) com bebês sempre fofinhos, saudáveis, longe de qualquer preocupação, bem alimentados, amados. Sim, são esses bebês que vendem os produtos, mas é preciso pensar em outras infâncias, naquelas infâncias que não são tão bem cuidadas, que não tem a alimentação necessária, que conhecem a violência, o medo. Elas estão excluídas do espaço infância vendido pela mídia, mas é preciso pensar nelas e como protegê-las também. E é preciso questionar: elas têm essa “pureza” retratada nesses bebês? O que é possível fazer para fazer dessas infâncias uma espaço de sonhos, de brincadeiras, de inocência, tão pretendido pela nossa cultura?

Enfim... o livro é ótimo, podemos fazer muitas reflexões a partir dele e tivemos uma ótima conversa com o autor. 

A seguir a foto da instalação que fizemos para esperar nosso autor Cássio Pantaleoni!


domingo, 1 de novembro de 2015

Educação Musical no Brasil

Achei um artigo muito interessante sobre a história da Educação no Brasil. Ele resume bem os "altos" e "baixos" da nossa caminhada ao longo dos últimos 500 anos...

http://www.webartigos.com/artigos/marcos-historico-da-educacao-musical-no-brasil/118434/