domingo, 18 de outubro de 2015

Uma possível pesquisa sobre alfabetização


Esta semana realizei leituras sobre a teoria de Emilia Ferreira, educadora argentina que revolucionou a alfabetização em vários países, incluindo o Brasil. Emilia Ferreira deslocou o foco do “como se ensina” para o “como a criança aprende”. Percebeu a importância de considerarmos os outros espaços que a criança aprende, que a criança não chega na escola sem nada saber sobre a escrita. Enfim, essa teoria é bem mais complexa que essas poucas linhas, mas essa leitura instigou minha curiosidade sobre a relação dessa teoria com as teorias de aprendizagem musical. Fica a dica (para mim mesma) me aprofundar nesse assunto nas próximas semanas.

domingo, 11 de outubro de 2015

Mecanismos de defesa

Na semana passada, na interdisciplina de psicologia, estudamos os mecanismos de defesa do EGO. Resolvi anotar algumas atitudes dos meus alunos (e minhas também) e identificar os mecanismos usados como defesa:

Dois alunos estavam se chutando no corredor da escola. Quando chamei atenção e mandei-os parar, um deles me deu uma explicação de que não estavam fazendo nada de mais, era “arreganho”, ou seja, o jeito deles brincarem.

Racionalização: é o processo de achar motivos lógicos e racionais aceitáveis para pensamentos e ações inaceitáveis. É o processo através do qual uma pessoa apresenta uma explicação que é logicamente consistente ou eticamente aceitável para uma atitude, ação, ideia ou sentimento que causa angústia.

Vi um aluno atirar um papel amassado no chão. Pedi que juntasse e colocasse no lixo. Ele respondeu: não fui eu, foi o Marcos!!!

 Projeção: o ato de atribuir a uma outra pessoa, animal ou objeto as qualidades, sentimentos ou intenções que se originam em si próprio. É um mecanismo de defesa através do qual os aspectos da personalidade de um indivíduo são deslocados de dentro deste para o meio externo.

Essa aconteceu comigo. Um dia dessa semana me incomodei muito com uma turma que não parou de bagunçar na aula. Quando cheguei em casa, minha filha me perguntou algo e fui extremamente estúpida com ela.

 Deslocamento: esse mecanismo não tem qualquer compromisso com a lógica. É o caso de alguém que tendo tido uma experiência desagradável com um policial, e desloque para a esposa.

Em uma das turmas que dou aula, há uma menina que é ótima aluna, dedicada, ótimo comportamento, uma aluna exemplar, exceto nos dias em que uma de suas colegas, que aparece eventualmente nas aulas, está presente. A menina se transforma e passa a agir como sua colega “turista” que é muito agitada e não cumpre a maioria das regras da sala de aula.

 A identificação: é o processo psíquico por meio do qual um indivíduo assimila um aspecto, um característica de outro, e se transforma, total ou parcialmente, apresentando-se conforme o modelo desse outro. A personalidade constitui-se e diferencia-se por uma série de identificações.


Gostei muito de ter feito esse exercício. Vejo que passei a compreender melhor as atitudes do dia a dia.

sábado, 3 de outubro de 2015

Palavras que representam o PEAD...construídas pelo grupo...

Estas palavras surgiram em um dos encontros presenciais do PEAD. Eu não estava presente, mas lendo-as, vejo que expressam fielmente meu sentimento em relação ao curso. Estamos todas no mesmo barco e navegaremos até chegarmos ao nosso destino. Muito feliz por fazer parte desse grupo.


domingo, 27 de setembro de 2015

Uma brincadeira com copos e os conhecimentos acionados

Essa semana na Interdisciplina de Alfabetização trabalhamos sobre quatro tipos de conhecimento que  usamos em várias situações de aprendizagem:Social, Motor, Físico e Lógico. Apresento aqui um vídeo de uma atividade musical feita com copos que fiz com uma turma de 6º ano. Para se brincar, é preciso ativar esses quatro conhecimentos.

https://www.youtube.com/watch?v=upDJiMmXAEY


Essa foi a primeira vez que realizamos essa atividade.  Na medida em que realizarmos outras vezes, pretendo postar outros vídeos dos mesmos alunos para observarmos a evolução da turma.

domingo, 20 de setembro de 2015

Como me alfabetizei

A tarefa dessa semana da interdisciplina Alfabetização foi relembrar como fomos alfabetizadas. Foi muito bom relembrar esse processo. Desta forma nos colocamos no lugar de nossos alunos e passamos a entende-los melhor!!! 

A minha alfabetização foi assim:

Quando eu tinha 5 anos morava em uma chácara a 4 km da cidade. Havia, na estrada que passava nos fundos da minha casa, uma “escolinha” de madeira que, imagino, atendia somente aos anos iniciais. As professoras dessa escola desciam do ônibus na frente da minha casa e passavam por uma estradinha que ficava no meu pátio para chegar até a escola. Como eu estava sempre por ali brincando, um dia pedi para ir junto. A professora, que conhecia minha mãe, deixou. Passei a frequentar a primeira série todos os dias. Não lembro exatamente o que fazíamos lá... só lembro que no final do ano a professora disse à minha mãe que eu havia passado de anos mas que era muito nova para frequentar a segunda série. No ano seguinte fui matriculada numa escola grande da cidade, na primeira série. A professora ensinava letrinha por letrinha... e lembro que estava achando muito chato aquilo tudo, pois já as conhecia. Lembro que nesse ano aprendemos apenas a escrever com letras bastão e na segunda série aprenderíamos a “escrever emendado”, ideia que me deixou muito feliz. Embora não lembre de detalhes, minha alfabetização aconteceu brincando, quando eu ia para a “escolinha” brincar de ir na aula.

sábado, 12 de setembro de 2015

Memórias...como tudo começou...

A tarefa da interdisciplina “Escolarização, espaço e tempo na perspectiva histórica” dessa semana é a produção de um vídeo em que devemos contar como nos tornamos professoras. É muito rico pararmos para lembrar  nossa própria história. São lembranças distantes que as vezes se perdem... Acho que lembrar de como tudo começou, do que fez nos tornarmos professoras, nos leva a avaliar nossa trajetória e pensar  o quanto vale a pena, o quanto é gratificante os desafios que enfrentamos diariamente.

Eis ai meu vídeo...

https://www.youtube.com/watch?v=xwhbaZPQK5g&feature=youtu.be

sábado, 5 de setembro de 2015

Sobre as aprendizagens na apresentação do Workshop

Ainda sobre o assunto das semanas anteriores, a postagem de hoje será sobre as aprendizagens na apresentação do trabalho no Workshop da interdisciplina “Seminário Integrador I” cursada no semestre passado, 2015/1.

A hora de apresentar o que construímos, o que escrevemos, é sempre um momento tenso. Nos sentimos inseguras, nervosas, estamos nos expondo ao vivo, “colocando a cara a tapa”. As apresentações foram feitas para pequenos grupos. Cerca de doze alunas, um professor e uma tutora estavam presentes no grupo que apresentei. É o momento de colocarmos em palavras o que escrevemos. Isso exige organização e concentração para que todos entendam o que estamos querendo dizer. Isso por si só é um enorme aprendizado. Sintetizar (tínhamos quinze minutos para apresentarmos) de forma clara é um desafio. Mas não posso deixar de mencionar a riqueza da troca que tivemos ao ouvir as colegas. É o momento de conhecermos  suas realidades, a sua maneira de expor suas ideias e, melhor ainda, podermos fazer perguntas a quem estava apresentando. Com isso damos oportunidade da colega questionada de aprofundar mais sua análise e nos inteirarmos ainda mais de diversas realidades. Foi realmente uma experiência enriquecedora!!!


Fotinho da apresentação tirada pela colega Leda!!!