domingo, 20 de setembro de 2015

Como me alfabetizei

A tarefa dessa semana da interdisciplina Alfabetização foi relembrar como fomos alfabetizadas. Foi muito bom relembrar esse processo. Desta forma nos colocamos no lugar de nossos alunos e passamos a entende-los melhor!!! 

A minha alfabetização foi assim:

Quando eu tinha 5 anos morava em uma chácara a 4 km da cidade. Havia, na estrada que passava nos fundos da minha casa, uma “escolinha” de madeira que, imagino, atendia somente aos anos iniciais. As professoras dessa escola desciam do ônibus na frente da minha casa e passavam por uma estradinha que ficava no meu pátio para chegar até a escola. Como eu estava sempre por ali brincando, um dia pedi para ir junto. A professora, que conhecia minha mãe, deixou. Passei a frequentar a primeira série todos os dias. Não lembro exatamente o que fazíamos lá... só lembro que no final do ano a professora disse à minha mãe que eu havia passado de anos mas que era muito nova para frequentar a segunda série. No ano seguinte fui matriculada numa escola grande da cidade, na primeira série. A professora ensinava letrinha por letrinha... e lembro que estava achando muito chato aquilo tudo, pois já as conhecia. Lembro que nesse ano aprendemos apenas a escrever com letras bastão e na segunda série aprenderíamos a “escrever emendado”, ideia que me deixou muito feliz. Embora não lembre de detalhes, minha alfabetização aconteceu brincando, quando eu ia para a “escolinha” brincar de ir na aula.

sábado, 12 de setembro de 2015

Memórias...como tudo começou...

A tarefa da interdisciplina “Escolarização, espaço e tempo na perspectiva histórica” dessa semana é a produção de um vídeo em que devemos contar como nos tornamos professoras. É muito rico pararmos para lembrar  nossa própria história. São lembranças distantes que as vezes se perdem... Acho que lembrar de como tudo começou, do que fez nos tornarmos professoras, nos leva a avaliar nossa trajetória e pensar  o quanto vale a pena, o quanto é gratificante os desafios que enfrentamos diariamente.

Eis ai meu vídeo...

https://www.youtube.com/watch?v=xwhbaZPQK5g&feature=youtu.be

sábado, 5 de setembro de 2015

Sobre as aprendizagens na apresentação do Workshop

Ainda sobre o assunto das semanas anteriores, a postagem de hoje será sobre as aprendizagens na apresentação do trabalho no Workshop da interdisciplina “Seminário Integrador I” cursada no semestre passado, 2015/1.

A hora de apresentar o que construímos, o que escrevemos, é sempre um momento tenso. Nos sentimos inseguras, nervosas, estamos nos expondo ao vivo, “colocando a cara a tapa”. As apresentações foram feitas para pequenos grupos. Cerca de doze alunas, um professor e uma tutora estavam presentes no grupo que apresentei. É o momento de colocarmos em palavras o que escrevemos. Isso exige organização e concentração para que todos entendam o que estamos querendo dizer. Isso por si só é um enorme aprendizado. Sintetizar (tínhamos quinze minutos para apresentarmos) de forma clara é um desafio. Mas não posso deixar de mencionar a riqueza da troca que tivemos ao ouvir as colegas. É o momento de conhecermos  suas realidades, a sua maneira de expor suas ideias e, melhor ainda, podermos fazer perguntas a quem estava apresentando. Com isso damos oportunidade da colega questionada de aprofundar mais sua análise e nos inteirarmos ainda mais de diversas realidades. Foi realmente uma experiência enriquecedora!!!


Fotinho da apresentação tirada pela colega Leda!!!

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Escrita do texto para Workshop

Continuando o assunto da semana passada, a postagem de hoje será sobre as aprendizagens durante o processo de elaboração do texto da Síntese Reflexiva para o Workshop da interdisciplina “Seminário Integrador I” cursada no semestre passado, 2015/1.

O processo de escrita do texto foi uma etapa diferente da primeira. O “esquema” estava pronto. O que seria desenvolvido já estava definido, as ideias de certa forma já organizadas e foi o momento de colocá-las no papel. Também não foi fácil. O processo de escrita necessita de uma organização diferente do pensamento. Foram várias escritas e reescritas. Idas e vindas até que consegui expor minhas ideias de forma clara. É o momento que testamos o que pensamos na etapa anterior e vemos que, às vezes, modificações são necessárias. Escrever sempre é um aprendizado enorme. Sempre que expressamos nossos pensamentos através da escrita, estamos organizando-os para os outros e para nós mesmos. Escrever deve ser um hábito constante em nossa vida acadêmica.

domingo, 23 de agosto de 2015

Preparação e organização do Workshop

A postagem de hoje será sobre as aprendizagens durante o processo de preparação e organização do Workshop da interdisciplina “Seminário Integrador I” cursada no semestre passado, 2015/1.

O processo de preparação e organização do Workshop foi de certa forma angustiante. Foram muitos dias pensando sobre o que fazer, como fazer e quando fazer. Muitas ideias surgiram. Foi preciso voltar aos textos das interdisciplinas, estabelecer relações entre eles e selecionar o que seria privilegiado no trabalho. Ao mesmo tempo foi preciso pensar na forma de colocar essa seleção para que o texto ficasse fluido e com sentido. Acho essa etapa de preparação a mais difícil e mais importante de todo o processo. É o momento de definições, de organização, de colocar as ideias em ordem. O aprendizado consiste exatamente nesse fazer, ou seja, selecionar e organizar.

sábado, 25 de julho de 2015

Um olhar sobre o primeiro semestre do PEAD

Na medida em que consigo ter um distanciamento e tento pensar no curso como um todo, percebo que as interdisciplinas se entrelaçam como uma teia em que muitas vezes eu já não sabia mais se estava pensando na elaboração das reflexões de uma interdisciplina ou de outra. As reflexões se completavam, adentravam o território uma das outras. O pensamento complexo, exposto por Moran, busca exatamente isso, que consigamos ver as relações existentes entre as diferentes áreas de conhecimento, mostrando que nada é isolado, que não acontecem coisas por si só, nem por causa e consequências diretas, mas sim por uma complexa rede de acontecimentos, fatos, reflexões e ações de diversos indivíduos. Ou podemos ainda citar os rizomas de Deleuze, com suas energias, seus territórios, seus pontos de fuga, suas desterritorializações... E penso que a grande lição que fica desse semestre para nós acadêmicas, seja justamente isso, a riqueza de perceber que fazemos parte de uma grande contexto e precisamos aprender a relacionar e refletir sobre todos os pontos envolvidos, vendo suas ligações, para, talvez, interferir e contribuir para mudanças e melhoramentos na educação, na vida, na perspectiva de nossos alunos e, por que não, das nossas também.

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Reflexões a partir de alguns filmes assistidos durante o primeiro semestre do PEAD

Vale a pena incluir as reflexões que fiz a partir de filmes sugeridos em algumas interdisciplinas. O filme Entre os muros da escola (2008) relata o cotidiano de uma escola francesa com seus problemas, suas dificuldades, o desconforto dos professores e alunos em lidar com a realidade ao seu redor. A cada momento do filme pude me identificar. Assisti-lo foi como ver meus dias na escola se passarem na tela da TV. A relação com os alunos, a sala dos professores, as reuniões pedagógicas, as entregas de avaliações, a difícil decisão de como punir quem desobedece às regras. Qualquer cena desse filme pode render uma reflexão na qual poderíamos nos aprofundar e repensar muitos pontos de nossa prática. Gostaria de destacar a cena em que um dos professores chega à sala dos professores e desabafa com uma fala de “basta”, que iria deixar a escola por não aguentar mais o desrespeito aos professores. Cena que nos faz pensar no mal estar que estamos vivendo ao perceber a incrível realidade de que a escola não acompanhou as mudanças da sociedade. Segundo Missio e Cunha (s/d, p. 6) “a escola se mantém de maneira tenaz, impondo certos modos de conduta, de pensamento e de relações próprias, independente das mudanças que ocorrem na sociedade” fazendo com que os alunos se desinteressem e nós, professores, nos sintamos quase inúteis. Passamos a nos perguntar constantemente sobre a função do professor e fundamentalmente, como exercer essa função?

Diante das implicações, dos desafios e conflitos que permeiam a função docente, e perante a complexidade da educação no contexto da sociedade contemporânea, globalizada, multiculturalista, imersa numa realidade complexa, requer do professor ações e conhecimento polivalente (PRADO et all, s/d, p.4).

Esse conhecimento polivalente de que Prado nos fala implica em uma constante reavaliação de nossa prática docente, em procurar por formações nas mais diversas áreas do conhecimento, em ser mediador de conhecimentos aos nossos alunos que vão muito além do currículo oficial, do conhecimento técnico que nos levou ao cargo que hoje ocupamos. Essa reflexão vem ao encontro da minha atual situação ao cursar o PEAD. Vim à procura de conhecimentos que não fizeram parte da minha área de formação e que senti serem necessários para minha prática, como expliquei anteriormente. Senti necessidade de conhecer outras teorias sobre educação, estudos sobre as práticas de outros professores, algo que me provocasse reflexões de modo que eu ampliasse meus horizontes a fim de melhorar minha própria prática. E, ainda bem, minhas expectativas estão sendo superadas!

Minhas reflexões, a partir do filme Gênio Indomável (1997), foram as seguintes: a relação entre o garoto “gênio” e o psicanalista, que no nosso caso representa a relação aluno professor, demonstra o quanto a conquista da confiança entre duas pessoas pode transformar, não só o paciente, o aluno, mas também o psicanalista, o professor. A relação de afeto, o deixar-se afetar, relação já conhecida na antropologia, quando um etnógrafo faz uma pesquisa de campo e deve deixar-se afetar pela cultura que pesquisa, tem o poder transformador. Transforma o olhar daquele que aprende e daquele que ensina. E então acontece o aprendizado, de ambas as partes, com prazer, com satisfação, com transformação.
Trata-se de formarmos vínculos com os alunos. Não enxergá-los como sujeitos distantes, depositários de conhecimento, mas sim como sujeitos com uma história repleta de valores.

No caso do educador, para alcançar esse êxito, não é possível apenas irradiar seu conhecimento. O que está em jogo é o agenciamento de envolvimento na interação, de tal forma que, com cuidado, possamos estar ativando afetos, desejos, conhecimentos devires nos nossos sujeitos interlocutores (BAPTISTA, s/d, p. 4).

  Às vezes, aulas sem que nada do currículo oficial seja falado, mas sim relativos a assuntos que estão latentes em determinados momentos serão muito mais significativas que a exposição de conteúdos formais. Pode estabelecer um vínculo que fará com que o aluno consiga estabelecer relações que não faria sem essa conversa que podemos chamar de “informal”.

Precisamos nos abrir para novas formas de nos relacionarmos com nossos alunos, respeitar suas necessidades, considerar seus gestos, suas curiosidades, nos desprender do currículo oficial.